domingo, 5 de março de 2017

BR-163 volta a ser bloqueada após fortes chuvas no sudoeste do Pará Liberação da via reduziu congestionamento na sexta-feira, 3. Caminhoneiros receberam cestas básicas, mas reclamam da falta de água. Do G1 PA



obras paliativas não resolveram os problemas da Rodovia

A rodovia BR-163 voltou a ser interditada neste sábado (4) e teve o fluxo de veículos interrompido nos dois sentidos, no sudoeste do Pará. 

 O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) continua trabalhando em quatro pontos críticos da estrada para amenizar o problema dos atoleiros que provocaram a interdição da via e provocaram um congestionamento de mais 50km que durou mais de três semanas.


Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o fluxo de caminhões se manteve constante durante a sexta-feira (3), após a liberação dos dois sentidos da rodovia. O sentido Pará - Mato Grosso da estrada chegou a ficar sem filas e, mesmo com lentidão no tráfego e passagem de um veículo por vez em alguns trechos, o sentido inverso também teve o fluxo retomado.

No entanto, o tráfego foi prejudicado pela densa nuvem de poeira que se formou na rodovia, ocultando os veículos em alguns trechos da estrada, mesmo com a pista seca e cheia de pedras. Em outros trechos, foi necessário reduzir a velocidade e passar um veículo por vez.

Distribuição de mantimentos

Os caminhoneiros que firam mais de 20 dias presos na BR-163 começaram a receber a cestas básicas ainda na sexta, mas reclamaram da distribuição de água no congestionamento.

Os trabalhadores chegam a pagar até R$ 15 por uma garrafa de dois litros. "A água agora a gente está pegando do poço, mas na estrada está ruim. Na estrada é difícil", diz o caminhoneiro Marcelo Rodrigo Alvez, relatando as dificuldades sofridas durante o trajeto.

 Segundo a Defesa Civil, a água está sendo distribuída normalmente no trecho, assim como as cestas básicas. "Todos vão receber as cestas, haja vista que vai ter um momento em que eles vão ficar paralisados aqui. Essa é a nossa missão institucional, dar esse conforto, dar esse auxílio dias a esses caminhoneiros que ficaram durante dias aqui no trecho", afirma o Tenente Coronel Ney Tito, da Defesa Civil.

O ponto de distribuição das cestas básicas foi montado na entrada da comunidade Bela Vista do Caracol, final do trecho crítico no sentido Pará - Mato Grosso da via para quem transportava grãos e início do trecho para quem já tinha descarregado a mercadoria nos portos do Miritituba e estava retornando.

De acordo com o exército brasileiro, até o final da operação devem ser distribuídas cerca de 80 toneladas de alimentos.



 

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