domingo, 5 de fevereiro de 2017

NAVEGAÇÃO: CRISE ECONÕMICA E BADERNA NO SETOR ESTÃO FORÇANDO SAIDA DE BARCOS NO TRECHO ENTRE SANTARÉM ITAITUBA-SANTARÉM.



Somadas as questões que regulamentam esse tipo de prestação de serviço fiscalizadas pela ARCON. com a crise financeira que ainda se faz presente em nosso pais, a linha fluvial de barcos Santarém, Itaituba-itaituba Santarém teve drástica redução de barcos, diminuindo de 11 para cinco. 


Em entrevista a nossa reportagem, o proprietário do barco natureza Sebastião Lima atribui os problemas dessa linha a ARCON que segundo ele deveria fiscalizar melhor ilustrando como prova desse descaso a entrada abrupta, repentina de uma nova Lancha que está saindo no mesmo horário das outras às 13 horas.

Sebastião Lima que foi o pioneiro nas reivindicações de regulamentação da Linha não entende a ARCON que ao invés de ajudar a organizar faz é contribuir para gerar mais desorganização. Sabá se diz decepcionado, pois há muitos anos levantou a necessidade da vinda da Arcon para Itaituba exatamente em função da bagunça que reinava na navegação local e hoje a ARCON (AGÊNCIA REGULADORA NO CONTROLE DA NAVEGAÇÃO)  permite que uma lancha sem nenhum processo legal, de forma unilateral entre na linha saindo às 13 horas quando já há outras lanchas exercendo essa função nesse mesmo horário.  Sabá entende que a entrada da lancha foi uma decisão meramente politica de quem desconhece nossa realidade.
sem passageiros, quem está garantindo os barcos são as cargas

Outra critica de Sebastião Lima é o fato de que apenas os barcos são regulamentados para transporte de cargas e passageiros por se tratar de transporte misto, mas segundo ele algumas lanchas também transportam cargas quando só pode conduzir passageiros.

  Outra agravante com a entrada da nova lancha é que eles no afã de ganhar mais passageiros saem juntas em alta velocidade colocando em risco a vida dos passageiros inclusive uma  denuncia com fotos foi feita a capitania que não teria tomado nenhuma providência.   Sebastião Lima chama a entrada da lancha de concorrência predatória, considerando que a Lancha Ana Beatriz do vereador Ney Santana foi beneficiada pelo viés político do estado por não precisar se submeter às mesmas regras legais que as demais empresas que operam no setor. 


O empresário no ramo da navegação admite que quem está salvando ainda as empresas de navegação é o transporte de carga porque com a crise reduziu consideravelmente o numero de passageiros atualmente em torno de 10 ,mesmo com o preço das passagens sendo bem menor do que viajar de lancha que recentemente aumentou de oitenta para cento e nove o preço da passagem.  

 Comparando que a lotação, por exemplo, do seu barco é de 145 passageiros e ocupando essa lotação em média com 10 ou 20 passageiros o que torna inviável a atividade, tanto que apenas quatro empresas continuam operando no trecho incluindo o Barco Motor Natureza de sua propriedade.

Quanto a politica de preços no trecho entre Itaituba -Santarém, indagado se o aumento exorbitante praticado pelas lanchas não promoveria uma migração dos passageiros das lanchas para os barcos, Sebastião Lima disse que não influenciou quase nada tanto que os barcos continua saindo lotados de cargas e vazios e passageiros, acreditando que as pessoas que deixaram de viajar nas lanchas estariam preferindo viajar de ônibus, apesar de entender que o transporte com maior segurança hoje são os barcos que registram zero de acidentes na região .

Sobre o período áureo da chamada vaca gorda, para Sebastião Lima até 2014 estava favorável, mas nos dois últimos anos incluindo início de 2017 o cenário econômico no setor  tem sido sombrio,devastador.  Sebastião Lima que sempre se dedicou a causa da navegação reitera nesta entrevista sua decepção com a política considerando que o segmento da navegação briga por regras e leis justas e ai a própria ARCON, órgão responsável pelo cumprimento das leis, de maneira contraditória vem e baderna tudo aceitando entrada de lanchas a revelia gerando concorrência desleal e predatória para quem está regido pelas forças da lei cumprindo as normas.

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