domingo, 11 de dezembro de 2016

Educação: Pará é um dos piores do país O forro da escola desabou. A situação das escolas públicas no Estado influenciam no rendimento dos alunos (Foto: Daniel Costa)



O forro da escola desabou. A situação das escolas públicas no Estado influenciam no rendimento dos alunos (Foto: Daniel Costa)
O Pará está na lista dos 15 Estados que ficaram abaixo da média nacional de aprendizagem em Ciências, Leitura e Matemática.  A informação está nos dados divulgados, esta semana, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa).

 Comparando com os resultados dos demais Estados da Região Norte, o Pará só consegue superar o Amapá. Estudantes de Rondônia, Roraima, Amazonas e Acre obtiveram médias melhores do que os paraenses (veja tabela ao lado).

O Pisa testa os conhecimentos de Matemática, Leitura e Ciências de estudantes de 15 anos. A avaliação é feita a cada 3 anos e cada aplicação é focada em uma das áreas. Em 2015, o foco foi em Ciências, que concentrou o maior número de questões. Os dados do Pisa no Brasil mostram no País há grande desigualdade entre os Estados, em relação aos resultados do exame.

Preocupante

A prova, que traça uma comparação com os resultados de 70 países, traz, ainda, outro diagnóstico bem preocupante: no Brasil, o desempenho dos estudantes na faixa etária pesquisada está significativamente abaixo da média internacional. Os resultados mostram que os estudantes brasileiros estão ingressando no Ensino Médio sem o conhecimento e as habilidades mínimas para exercer uma plena vida social e econômica no mundo globalizado. Em Ciências, o Estado que obteve a maior pontuação foi o Espírito Santo, com 435 pontos.

O Estado com o pior desempenho foi Alagoas, com 360 pontos. O Pará registrou média de 386. De acordo com os critérios da organização, 30 pontos no Pisa equivalem a 1 ano de estudos. Isso significa que, em média, há mais de um ano de diferença entre o Pará e o Espírito Santo. A média do Brasil em ciências foi de 401 pontos.

Em Matemática, cuja média brasileira foi 377, 15 Estados ficaram em baixa no ranking: Roraima, Mato Grosso, Rio de Janeiro, Pará, Pernambuco, Rondônia, Amapá, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe, Maranhão, Tocantins, Bahia e Alagoas. O Pará obteve média de 363, enquanto o Amazonas superou a média nacional, conseguindo 378. Em Ciências e Matemática, o Pará ficou entre os últimos colocados, ocupando o 17º lugar em ambos os casos. Em Leitura, o cenário negativo se repetiu. Enquanto a média nacional foi de 407 pontos, o Pará teve nota 395 (16º lugar). Na região Norte, o Estado superou apenas Amapá e Rondônia.

36% dos jovens de 15 anos já repetiram de série escolar

Entre os fatores destacados pelo Inep que influenciam o baixo desempenho está o índice de repetência que, entre outras questões, pode desestimular os estudantes. Na avaliação, 36% dos jovens de 15 anos afirmaram ter repetido uma série pelo menos uma vez.O nível socioeconômico também influencia o desempenho. Alunos com maior nível socioeconômico tendem a tirar notas maiores. Entre os países da OCDE, a diferença entre estudantes com maior e menor nível pode chegar a 38 pontos de proficiência. No Brasil, essa diferença chega a 27 pontos, ou o equivalente um ano de aprendizagem.
(Luiza Mello/Diário do Pará)

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