quarta-feira, 26 de outubro de 2016

INTERDIÇÃO DO PORTO DA BALSA GERA CAOS SOCIAL COM CAMINHÕES PARADOS . CAMINHONEIROS PROTESTAM E PEDEM APOIO DA CÃMARA

PROTESTOS CONTRA INTERDIÇÃO, NA CÂMARA

Nesta quarta feira dia 26, o caos social ocasionado pela interdição do Poro da balsa já começou a se tronar visível, com ainda de uma comissão de caminhoneiros até a Câmara de vereadores.

 A presença dos caminhoneiros gerou um bate boca com o vereador Isaac Dias que ocupava a tribuna e foi interrompido quando falava.  
QUILOMÉTRICA FILA DE CAMINHÕES AGUARDANDO DESFECHO

Os caminhoneiros pediam apoio da câmara para eu pudessem prosseguir viagem alegando que há dois dias estão retidos em Itaituba com prejuízos nas perdas de materiais perecíveis. 

RITUAL DE DANÇA NO porto DA BALSA

Depois de um clima tenso com agressões verbais o presidente da Câmara João Bastos interviu e propôs que o vereador Dirceu Biolch fosse até o movimento indígena para negociar que a cada duas horas os índios deixassem passar alguns caminhoneiros. 

Mundurucus MONTAM ACAMPAMENTO NO PORTO DA BALSA

CRISE ECONÔMICA VAI AFETAR AINDA MAIS O COMERCIO LOCAL. 

Uma servidora da FUNAI que está no movimento disse que a PEC vai trazer grandes prejuízos para Itaituba já que está prevista a demissão de trezentos servidores com o fim dos convênios.  Ela teme que com essas de missões a economia entre em declínio, além de que não haverá mais um atendimento digno na saúde indígena.

ISAAC POLEMIZA COM CAMINHONEIROS POR CAUSA DA INTERDIÇÃO

 O movimento que não tem tempo determinado para acabar, tem dividido opiniões alguns sendo contra outros a fator.  Desde a terça feira ninguém sai nem entra gerando formação de filas de caminhões tanto em Itaituba quanto Miritituba, sendo que hoje pela manhã até as 1º horas mais de cem caminhões transportando todo tipo de mercadorias estão parados tanto em Itaituba quanto em Miritituba.

ENTENDA MELHOR:   CIMI LANÇA NOTA DE REPÚDIO

 

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulgou uma nota no site da entidade repudiando a publicação da Portaria de número 1.907, pelo governo Temer, na pessoa do ministro da Saúde, Ricardo Barros; de acordo com o texto, "ao revogar a Portaria 475, de 16 de março de 2011, o Ministro retira competências atribuídas ao Secretário de Saúde Indígena, da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), órgão ligado ao próprio Ministério da Saúde, no que se refere à gestão orçamentária e financeira relativa à política pública de atenção à saúde dos povos indígenas";

 a medida, segundo o Cimi, é "um verdadeiro golpe aos direitos indígenas" "Em respeito ao princípio da descentralização, por meio da Portaria 33/13, o Secretário da SESAI substabelecia poderes de gestão aos coordenadores dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dseis), o que restou prejudicado pelo ato do Ministro da Saúde", diz o texto. "Com essa medida, o ministro da Saúde burocratiza e inviabiliza as ações e serviços no âmbito dos DSEIs, pois a administração de todo o subsistema será centralizada em Brasília. 

Com isso, rompe-se com a perspectiva da autonomia administrativa e financeira dos distritos, impossibilita o controle social e a participação indígena no planejamento, elaboração e execução dos orçamentos dentro de um plano distrital", continua. 

 Na avaliação do Cimi, "a Portaria 1907/2016 constitui-se num verdadeiro golpe aos direitos indígenas, visto ter sido editada nas sombras, sem ouvir e consultar os povos e organizações indígenas, sem levar em conta a legislação indigenista e a Convenção 169 da OIT. Quando um governo age nas sombras, há sempre que se suspeitar sobre quais as reais finalidades de suas ações".  "O Cimi se posiciona veementemente contra a Portaria 1907/2016 e entende que a mesma deva ser imediatamente revogada".

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