terça-feira, 3 de maio de 2016

Jader barbalho na mira da PGR Procurador-geral pede abertura de inquérito contra peemedebista por esquema de propina em Belo Monte ________________________________________

Segundo Delcídio, Jader (foto) participou de esquema de propinaCom base na delação do senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedidos para a abertura de inquérito contra os senadores do PMDB Jader Barbalho (PA), Valdir Raupp (RO), Romero Jucá (RR) e Renan Calheiros (AL), presidente do Senado. Eles teriam participado de um esquema de recebimento de propina por meio das obras da usina hidrelétrica de Belo Monte. Fraudes nas obras da hidrelétrica também foram denunciadas por ex-dirigentes da Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.

 Delcídio, ex-líder do governo no Senado que foi preso em novembro do ano passado acusado de tentar obstruir as investigações da operação Lava Jato, delatou que os desvios de recursos do projeto da usina vieram do pacote de obras civis que consumiram cerca de R$ 19 bilhões e da compra de equipamentos, que chegou a R$ 4,5 bilhões. Segundo o ex-petista, o “time” de senadores do PMDB, que comanda praticamente sozinho o setor elétrico brasileiro, pressionava o governo para nomear mais aliados no setor elétrico. 

O objetivo, de acordo com Delcídio, era arrecadar propina, a “exemplo do que ocorria na Petrobras”, para abastecer campanhas eleitorais do PT e do PMDB de 2010 e 2014. “A propina de Belo Monte serviu como contribuição decisiva para as campanhas eleitorais de 2010 e 2014. Em todas as etapas do processo houve superfaturamento e todo o esquema foi coordenado por um triunvirato formado pelos ex-ministros Silas Rondeau (Minas e Energia, no governo Lula), Erenice Guerra (Casa Civil, no governo Lula) e Antônio Palocci (Casa Civil, com Lula e Dilma), especialmente Palocci e Erenice, uma das principais escudeiras da presidente Dilma”, delatou.

 “Começou a ser arquitetada ainda no leilão para a escolha do consórcio que tocaria a empreitada, em 2010, e se desenrolou até pelo menos o início do ano passado, quando a Lava Jato já estava em andamento”, completou. Apresentada como a principal obra do PAC, Belo Monte era acompanhada de perto pela chefia da Casa Civil, onde estavam Dilma, então ministra, e Erenice Guerra, secretária-executiva. Conforme Delcídio, a atuação dos três ministros foi fundamental para se chegar ao desenho corporativo e empresarial definitivo do projeto Belo Monte. 

Ao todo, o senador calcula que esse grupo político movimentou cerca de R$ 25 bilhões e desviaram pelo menos R$ 45 milhões dos cofres públicos diretamente para as campanhas do PT e do PMDB em 2010 e 2014. Cunha - Janot também solicitou a abertura de inquéritos contra o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva (PT), e os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha, e do Senado, Renan Calheiros, ambos do PMDB.

 No inquérito contra Cunha deverão ser investigadas as relações entre o presidente da Câmara e o banqueiro André Esteves. Na delação, Delcídio levantou a suspeita de que Esteves pagou R$ 45 milhões a Cunha por uma emenda à medida provisória 668, de interesse do BTG Pactual. Segundo o senador, a emenda teria sido escrita pelo BTG, de Esteves. Delcídio conta ainda que a emenda foi aprovada, mas depois vetada pela presidente Dilma Rousseff. À época, segundo o senador, Esteves tentaria convencer em uma reunião o então ministro da Fazenda, Joaquim Levy, a acolher a proposta de interesse do BTG numa outra medida provisória.

 A emenda permitiria a bancos como BTG pagar dívidas com o governo com títulos de baixa liquidez. No inquérito sobre Edinho Silva, a PGR pretende investigar supostas relações do ministro com laboratórios farmacêuticos. Num dos depoimentos, Delcídio disse que orientou o senador a procurar o laboratório EMS para pagar uma dívida de R$ 1 milhão relacionada à campanha do senador ao governo do Mato Grosso do Sul em 2014. No período, Edinho era tesoureiro da campanha da presidente Dilma. Janot também pede para investigar Aécio Furnas: PGR que apurar denúncias contra Aécio O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também pediu ontem abertura de inquérito para duas investigações contra o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG). 

Contra Aécio há duas linhas de investigação: uma envolvendo suposto recebimento de propina de Furnas, e outra sobre a acusação de que o tucano maquiou dados do Banco Rural em CPI no Congresso para esconder irregularidades envolvendo o PSDB - neste caso, também deverá ser investigado o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que segundo Delcídio, sabia da maquiagem dos dados. Caso o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no STF, determine abrir as investigações, Aécio passará a ser oficialmente investigado no caso do esquema de corrupção da Petrobras.

 O quarto inquérito é conta o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, e o deputado Marco Maia (PT-RS). O senador Delcídio do Amaral disse em sua delação premiada que Marco Maia, seu ex-colega no PT, e o ex-deputado do PMDB Vital do Rêgo, que foi presidente da CPMI em 2014, cobravam propina para barrar investigações contra empreiteiros envolvidos na Lava Jato. Outro lado - O senador Jader Barbalho afirmou, por meio de sua assessoria, que a delação de Delcídio não faz referência a recebimento de propina por parte do parlamentar e que trata apenas de sua suposta influência na estatal (Eletronorte). 

 A assessoria de Valdir Raupp informou que o senador não fez nenhuma indicação para o setor elétrico e que considera a delação de Delcídio inverídica. A assessoria de Renan afirmou que as declarações de Delcídio “não passam de delírio”. O senador Romero Jucá afirmou que não nomeou ninguém para cargos na Eletronorte e que não autorizou ninguém a tratar de qualquer assunto. 

 O senador Aécio Neves (PSDB-MG) defendeu o pedido de abertura de inquérito contra ele enviado ontem pelo Ministério Público ao STF e disse ter “convicção de que as investigações deixarão clara a falsidade das citações feitas”. Marco Maia afirmou que “a investigação irá mostrar que sou vítima de uma mentira deslavada”. Em nota, o ministro do TCU Vital do Rêgo informou que “reitera o repúdio às ilações associadas a seu nome na referida delação premiada, desprovidas de qualquer verossimilhança” e que “está à disposição das instituições para qualquer esclarecimento. 

Fonte original republicado na íntegra- O liberal ORM________________________________________

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