domingo, 10 de abril de 2016

Seduc diz que propõe carga horária real para aprendizado Secretária diz que proposta adequa horário ao número de aulas possível

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) reestrutura a matriz curricular de ensino médio nas escolas da rede estadual de ensino para ajustá-la à capacidade física para uma aprendizagem satisfatória e à realidade nas escolas. Segundo a secretária de Estado de Educação, Ana Claudia Hage, a proposta quer melhorar o desempenho do aluno e não reduzirá a carga horária nos turnos. “O aluno entra em sala de aula às 7h30 e vai continuar entrando nesse horário, assim como irá continuar saindo às 12h20”, disse. 

A secretária adjunta de Logística Escolar, Beatriz Padovani, explica que a legislação exige um padrão de horas diárias para que o aluno mantenha a atenção e estude de forma satisfatória e produtiva. A Seduc propõe turno de quatro horas e 50 minutos ao dia, com entrada às 7h30 e saída às 12h20, pela manhã, e às 13h30 e saída às 18h20, à tarde. Descontados os 20 minutos do intervalo para lanche, há quatro horas e meia ou 270 minutos corridos. A legislação no Pará define que a hora/aula tem 45 minutos, ou exatas seis aulas por turno. “Na proposta, não estamos dizendo qual conteúdo deve ser aplicado, e sim a forma de distribuição horária de um calendário letivo, priorizando português e matemática, as maiores dificuldades e a base a outras disciplinas”, explica Ana Claudia Hage.

 Essas disciplinas terão incremento de horas de aula. Matemática passará de onze a 15 tempos em sala; Português terá aumento de doze para 19 tempos. “A condensação nessas disciplinas foi necessária pensando no Enem, que exige conhecimento maior nesses campos de conhecimento. Com o domínio dessas duas matérias, o aluno vai conseguir interpretar melhor uma história, resolver com mais clareza um cálculo de física e entender melhor uma questão de geografia”, explica Hage. A Seduc propõe adequar o horário já praticado ao número de aulas possível e executado em sala.

 “O sétimo tempo, até as 13 horas, não é verdadeiro. Está sendo proposta a retirada da matriz de algo não cumprido, a organização do ensino médio em uma carga horária viável para o aluno e para o professor”, argumenta Padovani, para quem o resultado imediato será rendimento maior para alunos e professores com melhor capacidade de ensinar. “Não adianta obrigar o aluno a ficar cinco ou seis horas por dia em uma sala de aula se a capacidade apropriada ao aprendizado previsto pela lei é de quatro horas”, afirmou.

 Segundo ela, há estudos em todo o Brasil para se aplicar o aprendizado em um turno compatível com a capacidade de aprendizagem do aluno e à capacidade do professor em dar uma boa aula. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), seção I, que trata das disposições gerais, diz que a educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada com a carga horária mínima anual de 800 horas, distribuídas por um mínimo de 200 dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo dos exames finais, quando houver. 

A carga satisfatória, assim, deve ser de quatro horas diárias, 40 semanas anuais e o total de 800 horas anuais que a legislação preconiza como adequada. “Esta é uma carga horária apropriada para que o ensino médio prepare o aluno para a vida em sociedade e para o exercício da cidadania. Esta é a função do ensino médio”, diz a titular da Seduc.  

 O Liberal Digital! ________________________________________

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