segunda-feira, 18 de abril de 2016

MULHERES PROTESTAM EM FRENTE AO FORUM, PELA NÃO TRANSFERÊNCIA DE SEUS ESPOSOS

mulher de preso se acorrenta em frente ao Fórum

O Brasil é o pais que tem um dos piores sistemas carcerários do mundo com ênfase para a problemática da superlotação e condições subumanas.

   O excesso de presos e infraestrutura precária contribui para transformar os presídios e cadeias em verdadeiros barris de pólvoras.   

 Em Itaituba a reportagem do Impacto foi procurado por um grupo de seis mulheres, todas esposas de presidiários para denunciar o que elas consideram desumano, o tratamento dado a eles no presidio de Itaituba. 

Para garantir que sejam atendidas em suas reivindicações, elas estão acompanhadas e algumas acorrentadas em frente ao Fórum. Elas querem que a justiça reverta à decisão de transferir os seis detentos para Belém alegando que são pessoas humildes e não tem condições financeiras para visitá-los na capital. 

 Elas alegam que eles estariam sofrendo humilhações diversas e que a alimentação servida não serve nem para porcos já que no cardápio estariam  servindo até peixe podre (pela má conservação), além de que colocaram seus esposos de castigo num isolamento na gíria conhecido por Corró,  mas que se trata de uma Medida Disciplinar (MD).  

A medida de transferência dos seis presos foi determinada pela juíza Dra. Tainá Monteiro da Costa, da Vara criminal de Itaituba.  
Em seu despacho entre as várias alegações a juíza enfatiza que a transferência está se dando em razão dos seis  detentos estarem sendo acusados de promoção e incentivo de desordens, de terem amarrado a porta das celas com lençóis para evitar entrada dos agentes, assim como numa revista de homens do Comando Tático foram encontrados estoques, armas branca , drogas etc.

 o que teria agravado a questão disciplinar dos acusados. Mas para M.S. A, uma das mulheres dos detentos, essas informações não são verdadeiras já que não houve nenhum motim, nenhuma rebelião para justiçar o que dizem sobre seus esposos. O protesto com armação de barraca em frente ao Fórum dura dois dias e elas pretende se retirar só quando forem atendidas em suas reivindicações sendo a principal delas a não transferência dos presos para Belém.

 Os presidiários que  a justiça local está enviando para  presídio em Belém são: Lucas Nascimento Freitas, art.157 (assaltos) em regime fechado, Jeferson Andrade Viana, Wanderson Gomes Mendes, Franciney Silva de Souza, Meque Silva Albuquerque. Para Gizela Daiane Campanela de 25 anos, o que eles estão pedindo é apenas os direitos dos presos, ela disse que está grávida de três meses e que não condições dela ir em Belém visitar o esposo por ser distante e ela não dispor de condições financeiras para isso. 

 Gisela que está acorrentada num portão em frente ao Fórum tem esperanças que a justiça não transfira seu esposo e das amigas que estão envolvidas no movimento de protesto. Elas criticam a direção alegando que o diretor atual não tem competência por se tratar de um técnico em enfermagem e não ter conhecimentos do setor. Uma parente de detento disse que seu esposo havia sido transferido para Belém sem que eles soubessem já que não teria ocorrido nenhum ato administrativo nesse sentido. 

 De acordo com o diretor do presídio, o pedido de vistoria foi feito por prevenção a uma iminente rebelião já que os presos a serem transferidos estariam impedindo a vistoria. Para o diretor o uso de bala de borracha e spray de pimenta foi necessária haja vista a resistência dos presidiários.

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