domingo, 20 de março de 2016

Propina financiou campanhas do PMDB Belo Monte: Delcídio do Amaral revelou esquema de propinas na obra da usina no Pará

Jader aparece nas delações de delcídio 

Jader Barbalho teria se beneficiado de corrupção no setor elétrico As novas revelações da delação premiada do senador Delcídio do Amaral, ex-líder do PT, de que ex-ministros operaram um sofisticado esquema de corrupção nas obras da usina hidrelétrica de Belo Monte, apontam que o PMDB participou das últimas disputas eleitorais abastecido com recursos desviados dos cofres públicos.

 Sem citar as campanhas estaduais diretamente beneficiadas, o ex-petista indicou o caminho a ser investigado, citando o “time” de peemedebistas com maior influência no governo federal, que comandam, praticamente sozinhos, o setor elétrico brasileiro. Nessa lista estão os senadores Renan Calheiros (AL), Jader Barbalho (PA), Romero Jucá (RR), Valdir Raupp (RR), o ex-presidente José Sarney (AP) e os seu protegidos Édison Lobão (MA) e o ex-ministro Silas Rondeau.

 De acordo com Delcídio, o arco de influência desses nomes engloba o Ministério de Minas e Energia, Eletrosul, Eletronorte, diretorias de abastecimento e internacional da Petrobras, além das usinas de Jirau e Belo Monte. Em alguns casos, como o de Sarney, na Eletrobrás, e de Jader, na Eletronorte, essa influência, com indicação direta de nomes para as diretorias, extrapola o período da gestão petista na presidência da República.

 São mais de 20 anos que ambos dão as cartas nas respectivas estatais, sempre envolvidas em denúncias de corrupção, e que agora aparecem diretamente conectadas a propina da obra da hidrelétrica de Belo Monte que serviu como contribuição decisiva para as campanhas eleitorais do PT e do PMDB de 2010 e 2014.

 “O PMDB sempre está envolvido nos casos de corrupção, independente do governo, até porquê eles sempre estão alinhados com quem está no Poder. Sobretudo, esses caciques. É só olhar a última convenção do partido, em que, diante desse momento de crise política a decisão foi de que ninguém mais entra no governo, mas também, ninguém sai.

 Ou seja, ninguém vai entrar pra pegar mais nada, mas quem já está mamando há tanto tempo continua mamando. Esse é o DNA do PMDB”, comenta um congressista, que prefere não se identificar. 

Fonte da matéria na íntegra O Liberal Digital! ________________________________________

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