domingo, 29 de novembro de 2015

Operação da PF prende dois homens em Itaituba

Operação Soldner foi realizada pela Polícia Federal em 6 estados e mais o Distrito Federal. 

(Foto: Reprodução) 
 A operação Soldner, realizada pela Polícia Federal (PF), ontem, em 6 estados brasileiros, incluindo o Pará, mais o Distrito Federal, prendeu 2 homens em Itaituba, município do sudoeste do Estado, suspeitos de envolvimento em crimes de exploração e venda de pedras preciosas e também urânio. 

Eles não tiveram os nomes divulgados. A investigação da PF começou há 2 anos, após denúncia de que uma quadrilha estaria vendendo urânio para grupos extremistas do exterior. 

Essa denúncia ainda está sendo apurada pela PF. O material é considerado radioativo e seria usado em ataques terroristas. Ao todo, o bando teria movimentado R$ 500 milhões. Ainda no Pará, foram cumpridos 2 mandados: de busca e apreensão e também de condução coercitiva, ocasião em que a pessoa investigada é conduzida à PF para se explicar. O objetivo da operação foi desarticular quadrilha que atuava no comércio ilegal e na exportação massiva de minérios e pedras preciosas. São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco e Tocantins foram os outros estados cobertos pela ação da PF. 

 A operação Soldner contou com o apoio de 200 policiais federais, de várias partes do Brasil, para o cumprimento de 58 medidas judiciais, sendo 10 mandados de prisão temporária, 19 de busca e apreensão e 29 conduções coercitivas. Segundo informações do delegado da Polícia Federal do Pará, Jorge Eduardo Oliveira, houve no estado 2 mandados de busca em Belém e 2 prisões em Itaituba, cujas identidades do retidos não foram divulgadas.

Os investigadores descobriram que a organização é formada por 2 células - uma trabalha na comercialização ilegal de pedras preciosas. O grupo tem empresários do ramo e pequenos comerciantes de joias. Tanto o minério quanto as pedras passavam por 3 países - Portugal, Bélgica e Israel - antes da parada final, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Já a outra parte do bando tinha autônomos e pequenos empresários. Eles faziam transações ilícitas de títulos da dívida pública e moeda estrangeira. 

E as negociatas envolviam agências bancárias da Venezuela. Ainda segundo a investigação da PF, a movimentação com moedas e títulos estaria relacionada à lavagem de dinheiro da quadrilha.  Ao todo, as pessoas investigadas, se condenadas, poderão cumprir 37 anos de prisão, pelos crimes de usurpação de matéria-prima da União, organização criminosa, dentre outros delitos. 

(Diário do Pará)

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