quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Greve acaba no BB e Banco da Amazônia Salários - No Pará, apenas os funcionários da Caixa ainda mantêm a paralisação ________________________________________

Em assembleias diferentes realizadas ontem à tarde, na sede do Sindicato dos Bancários, em Belém, os trabalhadores do Banco do Brasil e do Banco da Amazônia decidiram, à unanimidade, pelo fim da greve deflagrada há 22 dias, em todo o Brasil. Os funcionários da Caixa, entretanto, continuam paralisados e realizarão hoje nova assembleia, às 18h, para decidir se voltam ou não ao trabalho. Eles não contam mais com o apoio de colegas das grandes bases, como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, que, atendendo a instruções do comando geral de greve, decidiram pela volta ao serviço desde ontem. As assembleias dos funcionários do Banco do Brasil e do Banco da Amazônia ocorreram em auditórios diferentes do Sindicato dos Bancários, às 17h. 

Já a assembleia dos funcionários da Caixa ocorreu uma hora depois, também na sede do sindicato. Segundo Alan Tomás, assessor de Comunicação Social do Sindicato dos Bancários, desde segunda-feira, os trabalhadores da Caixa, Banco do Brasil e Banco da Amazônia haviam decidido pela continuação do movimento, por entender que a proposta dos bancos, por meio da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), estava longe da realidade do que fora reivindicado, inclusive com a remuneração pelos dias paralisados.

 Entretanto, as maiores base dos bancos públicos, em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, já haviam aceitado o reajuste de 10% concedidos pela Fenaban e, assim, os funcionários decidiram pelo fim da greve. Agora, a recomendação do Sindicato dos Bancários, que, antes, era pela continuidade da greve, é de que o movimento se encerre e fique aberto o canal de negociação entre os trabalhadores, por meio do sindicato, e os bancos. Mesmo assim, o pessoal da Caixa vai decidir apenas hoje se encerra a greve, desde que os dias paralisados não sejam descontados dos trabalhadores.
 Um ponto que impede os servidores da Caixa de aceitarem a proposta da direção central da Caixa seria a falta de acordo sobre a abertura de novas vagas para suprir a demandas de agências que estão sendo abertas pelo Brasil. "As agências da Caixa estão sendo abertas e não foi feito concurso público, houve uma diminuição do número de bancários. 

O banco lançou um plano de aposentadoria e muita gente entrou. Nas agências são filas intermináveis e não aceitamos que a Caixa não dê prazo para contratação de novos bancários", afirmou Sandro Mattos, do Sindicato dos Bancários. Após 21 dias de greve, todas as agências dos bancos privados e do Banco do Estado do Pará (Banpará) retomam os serviços normalmente ontem.

 De acordo com o Sindicato dos Bancários do Pará, no total, mais de 50% das agências no Estado Pará voltam a atender hoje, após o fim da greve. Muitos clientes aproveitaram o retorno dos funcionários para resolver problemas bancários que estavam pendentes. O vigilante Eric Miranda, 34 anos, não demorou para ser atendido em uma agência do banco Itaú localizada na avenida Pedro Miranda, na Pedreira. Eric se disse prejudicado pela greve dos bancários porque não conseguiu sacar um pagamento. "Não podia sacar o dinheiro há 20 dias, porque tinha que ser feito na boca do caixa", informou. Por causa disso, algumas contas do vigilante ficaram atrasadas.

Já o vendedor José Xavier, 43, não tinha como fazer o pagamento de algumas contas que só eram feitas nas agências. "Foi rápido o atendimento. Lá dentro tem muita gente, mas foi muito rápido", contou. Dinalva Ferreira, 49, aproveitou que passava pela frente de uma agência do Itaú para se informar se a greve havia terminado. Ela esperava poder desbloquear o cartão que recebeu no dia 6 de outubro. "Desde aquele dia não consegui receber. Só indo na minha agência", disse. Dinalva voltaria em casa e iria para a sua agência receber. Já no Banpará, a aposentada Leila Costa, 79 anos, teve que enfrentar uma fila em pé para receber, devido o grande fluxo de pessoas que foram para a agência. "Está todo mundo em pé em uma fila para receber no caixa eletrônica. A gente não é respeitada. Os idosos ficam todos em pé", reclamou. De acordo com o diretor de formação do Sindicato dos Bancários, Sandro Mattos, as propostas apresentadas pelos bancos privados e pelo Banpará agradaram aos servidores. 

"Foi a maior greve dos últimos 20 anos em adesão dos bancários, e em resultado também consideramos o comparativo com outras categorias, que fecharam acordos piores do que fechamos," destacou. 
  O Liberal Digital! ________________________________________

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