domingo, 6 de setembro de 2015

Pará será rota principal do agronegócio Tendência: Portos de Santarém e Vila do Conde estão mais próximos dos mercados da Ásia e serão opções para os exportadores ________________________________________

Porto de Vila do Conde, em Barcarena, é opção mais viável para o escoamento da produção de grãos A partir da próxima década, o Pará será a principal porta de saída do agronegócio brasileiro, sobretudo dos grãos produzidos na região Centro-Oeste. É o que afirmam especialistas em logística nacional e mundial que participaram, na semana passada, da maior feira de produtos e serviços náuticos da Amazônia, a Trans 2015. 

É consenso entre os entendedores do setor de navegação que o chamado corredor Centro-Norte será crucial para o barateamento do custo de frete dos produtos exportados pelo Brasil. Nesse contexto, o Pará está geograficamente posicionado de maneira estratégica, já que possui quase todos os atributos necessários para ser o principal portal de escoamento da safra brasileira. 

O “quase”, aliás, representa uma via crucis, pois, mesmo com um calado suficiente para receber as grandes embarcações e a distâncias menores dos destinos em comparação aos demais portos brasileiros, os entraves que afastam o Pará das vantagens competitivas, e, consequentemente, do desenvolvimento, são corriqueiros para o governo federal, mas gigantescos para empresários, investidores, políticos e para a população de pouco mais de 8 milhões de habitantes.

 No caderno de promessas do governo federal há anos, a transformação que o Pará espera alcançar na próxima década depende, entre outras coisas, de duas obras: a conclusão do asfaltamento da BR-163, que interliga as cidades de Santarém e Cuiabá; e o derrocamento do Pedral de São Lourenço, com a desobstrução da hidrovia Araguaia-Tocantins.

 Conforme explica o engenheiro naval Fábio Vasconcellos, a nova rota de escoamento será formada pela rodovia BR-163, por onde chega a soja do Mato Grosso até a região de Itaituba.  Ele esclarece que, neste ponto, vários terminais de uso privativo estão sendo construídos, e em Miritituba esta soja será transbordada dos caminhões para as barcaças, seguindo para Santarém, de forma que os navios de exportações sejam abastecidos. 

 O Liberal Digital!

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