sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

TRAGÉDIA NA BR 230: CONDUTOR DE MOTO É ARRASTADO POR CAMINHONETE

Corpo permaneceu por mais de duas horas aguardando remoção Motorista atropelador evadiu-se e a vítima morreu no local >>> Gildomar Teodoro da Silva, 29, trafegava de moto pela rodovia Transamazônica (BR-230), quando foi apanhado violentamente pela caminhonete Hilux de placas NJQ-4886, que vinha da cidade de Trairão.

 O acidente aconteceu a poucos metros da entrada do posto de triagem da empresa Bunge, distante 5 quilômetros do distrito de Miritituba, em Itaituba, Oeste do Estado. Segundo detalhes coletados no local junto a testemunhas, Gildomar vinha de casa para trabalhar em
um lote de sua propriedade quando foi atropelado.

 Ele pilotava a motocicleta Honda Bros (JUG-4736). Caminhonete ficou estacionada a mais de cem metros do local da batida Já a caminhonete envolvida no acidente vinha no mesmo sentido, ocupada por três pessoas, sendo o condutor, acompanhado de uma senhora e um homem que estaria com uma das pernas quebrada. O choque foi tão violento que a moto foi arrastada, junto com a vítima, por quase cinqüenta metros. 

No local, ainda estavam as marcas da violência pedaços do carro e da moto espalhados pela pista. Há informações extra-oficiais de que a vítima fatal não usava capacete. Moto destruída, resultado do violento choque O colono Manoel Cordeiro da Silva, pai da vítima, esteve no local e ficou revoltado por conta da demora para a remoção do corpo. “Aqui não é um cachorro, não, é um ser humano. 

Eu vou dar meia hora. Se esse tal de IML não aparecer pra remover o corpo do meu filho, eu mesmo vou fazer isso, e ninguém vai me impedir”, disse, revoltado. A comoção e a revolta do pai eram compreensíveis. O carro-tumba do Centro de Perícias Renato Chaves (CPC/RC) sequer tinha feito a travessia, o que aconteceu mais de duas horas depois do ocorrido.

 Até a remoção, policiais militares do DPM de Miritituba permaneceram no local controlando o tráfego. O trecho onde aconteceu o acidente é considerado altamente perigoso. Segundo testemunhas, independente do tamanho, sendo carro pequeno, caminhão ou carreta, os condutores costumam imprimir alta velocidade quando chegam ao tal ponto. Para aumentar o risco, há mais de dois anos, Itaituba só tem a promessa de um posto da Polícia Rodoviária Federal (DPRF), que foi retirada daqui em 2011. 

Blog Foco no Tapajós

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