domingo, 25 de janeiro de 2015

Energia pesa mais no bolso Balanço do IPCA de 2014 também revela alta dos preços da carne bovina ________________________________________

Com 28,76% de aumento em 2014, a energia elétrica foi o maior vilão da inflação no ano passado, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) da Região Metropolitana de Belém, que mede a inflação oficial do período. O segundo item que mais subiu de preços na Grande Belém foi a carne bovina. É o que dizem os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo. 

A energia elétrica e a carne são os itens de peso considerável em seus grupos de preço, que são o de Habitação, e o de Alimentação e Bebidas, respectivamente. Os outros itens que mais subiram no grupo de Alimentação e Bebidas foram as bebidas e infusões (13,57%), a alimentação fora do domicílio (7,22%) e a alimentação no domicílio (7,16).

 No geral, a Alimentação subiu 7,18% no ano passado. A carne tem o terceiro maior peso no grupo. No grupo da Habitação, que tem peso de 12,73% no cálculo do IPCA, e subiu no geral 13,4% em 2014, o segundo item a pesar mais no bolso foi o do empregado doméstico, com alta de 10,61%. A alta de 28,76% na energia elétrica residencial fez com que a inflação oficial de 2014 fosse amplificada em 4,2%. O preço para manter um empregado doméstico variou 10,61%, expandindo o IPCA em 2,7%.

 Ainda no grupo Habitação, com peso de 12,73% da inflação, depois da energia elétrica residencial, com peso de 4,27% na taxa de inflação, os itens que mais subiram foram os Encargos e Manutenção (6,90% de peso), com variação de 6,51%, percentual próximo ao dos Artigos de Residência, com peso de 5,35% e variação de 6,58%. Os alugueis e as taxas, como as de condomínio, com peso de 3,50%, aumentaram 4%. Os custos com empregados, domésticos cresceram 10,61%. Esse serviço representa 2,77% da taxa de cambiação do IPCA. Os itens do grupo Alimentação e Bebidas tiveram seus custos ampliados em 7,18%. 

Essa variação representa, sozinha, 33,97% da fração proporcional de evolução do IPCA em 2014. A alimentação no domicílio é o subitem mais pesado (26,1%) do grupo e seu preço foi expandido em 7,16% no ano. A alimentação fora do domicílio aparece em seguida, com importância de 7,61% na inflação e aumento de 7,22% no preço, até dezembro. A carne, entre os subitens com mais representação, foi o que mais subiu nos doze meses (27,1%). Esse produto significa 5,45% da variação mensal e anual do IPCA.

 As bebidas e infusões, o quarto subitem mais expressivo do grupo (2,94%), subiram 13,57% de preço, enquanto o subitem refeição (2,91%) teve o custo aumentado em 7,60%. O preço médio total dos produtos e serviços necessários para a alimentação em casa subiram 7,16% ao longo dos 12 meses. Esse percentual de aumento é 8,95% superior à taxa de inflação em 2014. A variação desses preços foi só um pouco menor que a média sofrida pelos preços nos dos restaurantes (7,22%).

 A inflação da alimentação em casa, sozinhas, respondeu por 26,35% na variação do IPCA. O grupo de Transportes, responsável por 12,68% da inflação do IPCA no ano passado, teve preços 4,27% maiores no ano passado. Nesse grupo, o item com mais influência no cálculo de variação do IPCA foi o Transporte Público (5,68%), que variou 6,53% em 2014. 

O veículo próprio foi o segundo da lista, com peso de 4,36% e alta de 1,71%. O serviço de ônibus urbano (3,29% de peso) avançou 9% em 12 meses. Os combustíveis dos veículos tiveram aumento de 3,76%, percentual considerável, já esses produtos empurram o IPCA com seus 2,63% de valimento no cálculo da inflação. A gasolina é o quinto subitem mais expressivo (2,42%) do grupo, com 3,60% de alta no ano que terminou. 

Os gastos com os produtos e serviços ligados às residências dos moradores da Região Metropolitana de Belém subiram devido à dilatação de 13,40% nos preços impostos. Cuidar de si também ficou mais caro em 2014. Os preços dos artigos para Saúde e Cuidados Pessoais (10,30% de peso no cálculo da inflação) evoluíram 5,94%. Os valores para despesas pessoais (8,13%) avançaram 6,79%, enquanto os Serviços Pessoais (5,0%) ficaram 9,93% mais caros.

 O Liberal Digital!

Nenhum comentário:

Postar um comentário