sábado, 1 de novembro de 2014

Pará pode entrar na rota da febre chikungunya

A doença de chikungunya também é transmitida pelo Aedes, mosquito transmissor da dengue O Ministério da Saúde divulgou na última quarta-feira a atualização dos casos de febre chikungunya. Foram registrados até 25 de outubro 828 casos no Brasil, onde a maioria das pessoas contraiu o vírus dentro do país, em suas cidades de origem e o restante contraiu durante viagens internacionais e voltaram contaminadas. 

De acordo com o médico-pesquisador e diretor do Instituto Evandro Chagas, Pedro Vasconcelos, diante das facilidades de transmissão, o Pará também pode entrar na rota das epidemias. Segundo dados levantados pelo MS, em Oiapoque que fica a 590 quilômetros da capital Macapá, no Estado do Amapá, foram registrados 330 casos de contaminação autóctone, ou seja, contraíram o vírus dentro da própria cidade.

 Pela proximidade da localidade registrada com a capital paraense e pela falta de anticorpos da população para este tipo de vírus, é possível que ocorra uma epidemia, afirma Vasconcelos. “A taxa de ataque é alta. Quando o chikungunya entra em uma área receptiva, ou seja, população sem anticorpos e com mosquito transmissor em abundância, as chances de contaminação são grandes. 

Macapá ainda não possui casos, mas, como são muitos voos vindo para Belém, os riscos são altos”, alertou. O chikungunya é um vírus transmitido pelo mosquito do gênero Aedes, o mesmo que transmite a dengue e os sintomas são muito parecidos: febre alta, pintas avermelhadas iguais às da dengue, mal estar, vômito, dores musculares e dores intensas nas articulações, sendo esta a principal maneira de identificar a febre chikungunya.

 “Começa com um quadro febril e então as dores nas articulações, que são muito fortes e podem durar por meses. Em alguns casos, pode deixar lesões, como endurecimento das articulações”, explicou o médico. Apesar de se alastrar mais rapidamente que a dengue, o chikungunya não é considerado fatal, salvo casos onde a pessoa sofra de imunodeficiências.

 “Pessoas com doenças imunodeficientes como o câncer, crianças recém-nascidas e idosos os sintomas podem ocorrer de formas atípicas e causar lesões cardíacas, renais e neurológicas que podem levar à morte”, disse o especialista.

 O tratamento também é semelhante ao da dengue e para combater os sintomas a única diferencia é o uso de antiinflamatório para o paciente suportar as dores articulares. Os cuidados para prevenir o chikungunya são iguais aos da prevenção da dengue, ou seja, não deixar água acumulada e parada em pneus, colocar areia nos pratos dos vasos de planta, evitar entupimento das calhas, usar repelentes, entre outras iniciativas.

 (Diário do Pará)

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