terça-feira, 30 de setembro de 2014

UM DEDO DE PROSA

Da série refrescando a  sua memória.

 Politicamente só houve um momento na história política de Itaituba em que de fato a cidade se uniu em torno de um grande projeto político pensando no bem estar da população e que poderia ter sido nossa redenção. Foi quando um documento assinado pela ACI, ACL,  Sindicato Rural Patronal de Itaituba e CDL lançou o nome do advogado Dr. Semir Félix Albertoni para concorrer ao cargo de deputado estadual numa aliança que tinha como candidato a governador Said Xerfan e a deputado federal Mário Chermont O lançamento de Semir era uma aspiração e anseio da Frente Itaitubense que idealizava um desenvolver. 

Na época assinaram o documento Clóvis Rodrigues de Carvalho(in memorian), Juvêncio Pereira da Silva e Joaquim Carlos Lima.  O documento foi assinado e registrado em cartório no dia 08 de Maio de 1990. Foi um grande projeto desprovido de interesses pessoais. Foi um gesto nobre prol do coletivo. Pena que não foi compreendido até porque o advogado não era do grupo de políticos profissionais... 

 Hoje muitos políticos defendem a paternidade da criação de um centro profissionalizante, mas o mérito inicial da criação da escola de produção e de outros foi da União dos estudantes Itaituba.  O documento foi entregue em mãos ao então governador Almir Gabriel e levava a assinatura do presidente da Associação dos estudantes de Itaituba Waldemir Rorigues, Uedson Sales (departamento Esportivo), Lucinaro Viana, Danilo Góes(Impresna), Silva Reginaldo Moraes, Antônio Souza, Edílson Silva, Fabiana Nunes Nascimentos e advogado Dr Emanuel Bentes. 

O documento pedia ao governador a implantação dos cursos de processamento de dados, Contábeis, sociologia, filosofia, Engenharia Civil, História, geografia, Agroindustrial e agro-mineral entre outros. O documento foi entregue em 16 de Julho de 1999 e o governador honrou sua palavra de que iria atender as reivindicações da Associação e implantou os cursos solicitados. No teor principal o documento pedia uma Universidade Pública e gratuita e um Centro Técnico Profissionalizante.

 Associação estava preocupada com os estudantes do Ensino Médio que concluíam esse curso e ficava sem perspectiva futura já que sair de Itaituba para outros centros era difícil. Virou caso de policia, mas entrou para a história política. Um movimento popular de revolta e protesto, o mais intenso registrado em nossa cidade. O Boletim de Ocorrência foi feito no dia 11 de Junho de 1999, pelo então vereador e presidente da Câmara João Batista Aguiar Bezerra”Joãozão”. 

 A denuncia foi em relação a um quebra-quebra, depredação e revolta popular, aonde alguns vereadores fugiram pelos fundos do prédio temendo a fúria do povo. O prefeito Edilson Botelho no dia da revolta popular estava ausente de Itaituba. Em face do clima de tensão após as depredações a sessão foi cancelada. O fato ocorreu no dia 09 de junho às oito da manhã. Tudo foi motivado pelo fato da Câmara esta articulando a cassação do mandato do prefeito Edilson Dias Botelho(PSB). A denuncia havia sido protocolada por Ricardo Roberto Cerqueira Rodrigues. A cidade entrou em polvorosa o clima ficou tenso, os manifestantes usando paus, pedras, ferros e outros instrumentos cortantes e depredaram a Câmara destruindo computadores, mesas, cadeiras etc...

 No B.O feito ainda na antiga delegacia (atual prédio da Comtri) o delegado era o folclórico Paulo Mascarenhas. Joãozão relacionou no B.O as seguintes pessoas que seriam responsáveis pela revolta popular contra a Câmara: Alcir Queiroz, Ferró da SERTEC, Ozemias Nogueira Cardoso (sec.de educação na época), Maria Alves de Araújo, Fáfá do Chicão,  Nivaldo Alves do Nascimento e esposa, Aila, vereador Peninha, vereadora Fátima do Adão. Para o presidente da Câmara essas pessoas eram os chamados líderes ou cabeças do Movimento.  Dos citados Alcir Queiroz e Ozemias Cardoso já são falecidos. 

Nazareno Santos Jornalista-Escritor

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