domingo, 21 de setembro de 2014

Rayfran Neves envolvido em assassinato de casal. Morte de Leandro foi queima de arquivo.

Leandro de Ruropólis foi morto pelo pistoleiro Raifran (Foto O liberal-ORM)

Pistoleiro estava em prisão domiciliar pela morte de irmã Dorothy Stang ________________________________________ 

 Rayfran das Neves Sales, o pistoleiro que matou irmã Dorothy Stang, está sendo acusado de outro crime: o assassinato do casal Leandro Kestring de Vargas e Joseane Noronha, que desapareceu após viajar de carro do município de Rurópolis para Belém. Os dois foram encontrados mortos no início do mês de setembro.

 Leandro tinha envolvimento com o tráfico internacional de drogas. O pistoleiro contratou o rapaz para trazer 50 quilos de cocaína ao Pará, mas durante a entrega do entorpecente, Rayfran decidiu que não iria pagar pelo serviço e executou o casal. Além de Rayfran a Polícia Civil prendeu Raimundo Fernando Ferreira Monteiro, Osimar Lobato Rodrigues e Luis Carlos do Carmo. Todos envolvidos nos assassinatos. 

Segundo o delegado da Divisão de Homicídios, Marco Antônio Oliveira, que preside o inquérito policial, o nome de Rayfran foi relacionado ao homicídio depois que o pai de Leandro relevou à polícia uma mensagem que o filho enviou via whatsapp, pouco antes de morrer. No texto, o jovem informou que se algo de ruim ocorresse, ele estava na companhia de Rayfran das Neves Sales.

 Foi a partir dessa informação, que a equipe de investigadores da Polícia Civil começou a descobrir mais detalhes sobre o crime. Para a surpresa dos policiais, durante a apuração do caso, um segundo homicídio foi ligado ao caso do casal de Rurópolis. Evalso Fagundes da Silva foi assassinado com um tiro na cabeça e a esposa dele, Luane de Cássia Castro e Silva foi atingida no rosto, mas sobreviveu ao disparo. 

O crime ocorreu no quilômetro 24 da Alça Viária, no dia 5 de setembro, o mesmo dia que Leandro e Joseane desapareceram. Inicialmente, as investigações corriam de forma independente, até que a Divisão de Homicídios descobriu que Evalso era amigo de Leandro. Foi a partir daí que foi descoberto que as mortes tinham ligação com o tráfico internacional de drogas. 

Os 50 quilos de pasta de cocaína saíram da Bolívia e entraram no Brasil pelo Estado do Mato Grosso, e Leandro foi o responsável em trazer o entorpecente ao Pará. Evalso atuou como mediador da negociação, entre Leandro e Rayfran, que é acusado de comandar a quadrilha de traficantes. Como líder do bando, o pistoleiro decidiu que não pagaria pelo serviço e matou os comparsas para não pagar pela droga.

 “Joseane era a única que não tinha ligação com o esquema, morreu como queima de arquivo. O Rayfran estava em prisão domiciliar desde julho do ano passado”, diz o delegado. 

Fonte- O liberal orm

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