domingo, 17 de agosto de 2014

Ibope vê Eleição embolada Pesquisa espontânea mostra o Candidato do PSDB ao governo do Pará com 24% e o do PMDB, com 22% ________________________________________

A primeira sondagem do Ibope para o governo do Estado do Pará, encomendada pela TV Liberal, aponta o tucano Simão Jatene à frente na pesquisa espontânea, quando não se apresenta o nome dos candidatos. Nesta modalidade, Jatene aparece em primeiro, com 24% das intenções de voto - e vantagem de dois pontos percentuais em relação ao segundo colocado, o peemedebista Helder Barbalho, com 22%. Todos os demais candidatos são citados por apenas 2% dos entrevistados, enquanto a margem dos que não sabem ou não responderam é de 43% e os que disseram votar em branco e nulo é de 9%. 

 Já a pesquisa estimulada também indica empate técnico entre Simão Jatene e Helder Barbalho. O peemedebista tem 38% das intenções de voto, enquanto o tucano aparece como a preferência de 37% do eleitorado. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. Na sequência estão Marco Antônio (PCB) e Zé Carlos do PV, ambos com 3%, e Elton Braga (PRTB) e Marco Carrera (PSOL), empatados com 2%, cada um.

 Os indecisos somam 9% e os votos brancos e nulos, 6%. A pesquisa foi realizada entre os dias 11 e 14 de agosto, com 812 eleitores de 44 municípios, e está registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) sob o número PA-00004/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral sob protocolo BR-00379/2014. De acordo com o primeiro levantamento do Ibope/TV Liberal para essas eleições, Jatene leva pequena vantagem em relação ao seu principal adversário entre os eleitores com baixa renda. 

O governador aparece com 37% da preferência do eleitorado com renda familiar de até um salário mínimo e de 38% entre os que recebem entre um e dois salários mínimos. Helder Barbalho surge com 36% e 35%, respectivamente. O candidato do PMDB tem melhor desempenho entre os eleitores que recebem mais de 2 salários: 44% ante 36% do concorrente tucano. Na avaliação espontânea, Jatene surge empatado com Barbalho entre os eleitores com as maiores rendas familiares (26%) e volta a superá-lo entre os que possuem renda familiar abaixo de um salário mínimo (20% contra 19%) e renda entre um e dois salários (24% contra 19%). 

Eleitores - O atual governador também é o favorito entre os eleitores mais jovens, concentrando 44% das intenções de votos do grupo de entrevistados com idade entre 16 e 24 anos - nove pontos percentuais acima do índice registrado por Barbalho. O candidato do PSDB também tem bom desempenho na faixa etária entre 35 e 44 anos, com 41% da preferência ante 36% do seu adversário. Já Helder apresenta os seus melhores resultados entre os eleitores com idade de 25 a 34 anos (48% contra 34%) e de 45 a 54 anos (40% contra 33%).

 Na análise por escolaridade, o melhor resultado do tucano é no grupo com ensino fundamental, entre os que cursaram até a 8ª série (41% ante 35%), enquanto Barbalho se destaca entre os que possuem ensino médio (44% ante 37%). Os dois empatam entre os que cursaram até a 4ª série do fundamental (29%) e praticamente se igualam entre os que possuem nível superior, com pequena vantagem de três pontos percentuais para o candidato do PMDB (42%). Eleitores também avaliaram gestões A pesquisa Ibope/TV Liberal também mostrou como eleitores paraenses avaliam a administração do governador Simão Jatene.

 Para 44% dos entrevistados, o governador tem avaliação regular, 26% classificam como ótima ou boa, 10% avaliam como ruim e 18% péssima. Cada entrevistado também foi perguntado se “aprova ou desaprova a forma como o governador vem administrando o Estado “. Diante dessa questão, 49% afirmaram que aprovam e 47% desaprovaram a gestão. Outros 5% não responderam. Já a administração da presidente Dilma Rousseff foi avaliada como ótima ou boa por 41% dos eleitores consultados.

 O mesmo percentual foi assinalado para a resposta regular, enquanto outros 19% indicaram como ruim ou péssima. Em relação à maneira como a presidente governa o país, 62% disseram que aprovam e 36% desaprovam. Uma parcela de 1% optou por não responder. A pesquisa ainda deu a opção de o eleitor apontar a área que considera concentrar os maiores problemas do Estado.

 A saúde foi citada por 36%, seguido da segurança pública e educação, ambos com 11%. Ainda foram citados estradas (7%), energia elétrica (5%), abastecimento de água (6%), geração de empregos (5%) e drogas (4%). (T. V.) Tucano e petista lideram a disputa pela vaga no Senado O tucano Mário Couto e o petista Paulo Rocha lideram a corrida pela vaga no Senado, empatados com 16% das intenções de voto, segundo a pesquisa Ibope/TV Liberal. Logo em seguida aparecem tecnicamente empatados Duciomar Costa (PTB) e Jefferson Lima (PP), com percentuais de 14% e 13%, respectivamente. 

Mais abaixo estão Professor Simão (PV), com 5%, Helenilson Pontes (PSD), com 4%, e Ângela Azevedo (PSTU), com 3%. Eliezer Barros (PRTB), Pedrinho Maia (PSOL) e Renato Rolim (PCB) fecham a lista com 1% das indicações de voto, cada um.

 O percentual de eleitores que declararam intenção de votar em branco ou nulo é de 9%, enquanto 16% não sabem ou preferem não opinar. Mário Couto e Paulo Rocha também empatam na pesquisa espontânea, com 8% das indicações dos entrevistados. Já Jefferson Lima desponta em terceiro com 7%, seguido por Duciomar Costa, com 5%, Helenilson Pontes, com 2%, e Ângela Azevedo, com 1%. Os demais candidatos somam 4% das intenções de voto.

 O total de indecisos é de 54% e a margem dos que responderam votar branco ou nulo é de 10%. Apesar de aparecerem na pesquisa, dois nomes estão concorrendo ao Senado com as suas candidaturas impugnadas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) por se enquadrarem na Lei Complementar nº 135/2010, a chamada Lei da Ficha Limpa. 

É o caso de Paulo Rocha, que teve a candidatura contestada por ter renunciado ao mandato de deputado federal em 2005, à época do escândalo do mensalão, e o ex-prefeito de Belém, Duciomar Costa, por ter condenação no TRE-PA. 

Mesmo enquadrados como fichas sujas, eles continuam na disputa eleitoral porque recorreram da decisão do TRE-PA no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Enquanto não houver deliberação da Justiça Eleitoral, os candidatos impugnados continuam com os mesmos direitos daqueles que estão com a situação totalmente regularizada. A situação só muda na hora da contabilização dos votos. (T. V.)

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