domingo, 13 de julho de 2014

Candidatos vão gastar R$ 64,1 milhões Números foram fornecidos ao TRE pelas coligações e partidos políticos ________________________________________

A disputa ao governo do Estado custará cerca de R$ 64,1 milhões. Esse valor representa a soma das despesas previstas de campanha informadas por cada candidato ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O custo total estimado é R$ 11,7 milhões maior do que o previsto em 2010, quando cinco políticos estavam na disputa. Para este pleito, são seis concorrentes.

 Mesmo assim, o Pará pode ser considerado um dos Estados do País que terão as campanhas mais barata ao governo. Das 27 unidades da Federação, em 16 o dinheiro a ser consumido é maior que no Pará, inclusive em Rondônia e Tocantins, que também pertencem à Região Norte e contam com um candidato a menos, mas cujas despesas totais estimada são de R$ 80,5 milhões e R$ 70,4 milhões, respectivamente.

 Por outro lado, ao se analisar apenas a região Norte, dos sete Estados, o Pará ocupa a terceira posição entre os que terão o custo mais elevado. Entre os candidatos, Helder Barbalho (PMDB) e Elton Braga (PRTB) estimam despesas maiores para a campanha: R$ 20 milhões. Logo em seguida vem Simão Jatene (PSDB), com previsão de gastar até R$ 18 milhões. O candidato que deverá gastar menos é Marco Antônio Ramos (PCB): R$ 100 mil. 

 A propaganda eleitoral está permitida desde o último dia 6 de julho, mas a expectativa é de que ela comece a esquentar a partir dessa semana, após a Copa do Mundo. Já o período da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começa apenas a 19 de agosto. No entanto, as principais estratégias para tentar conquistar o voto do eleitor já estão traçadas. Elton Braga, por exemplo, diz que o foco principal do PRTB para chegar ao governo será criar um palanque eletrônico.

 “Vamos em algumas cidades, nos grandes polos, mas como não temos a capilaridade dos grandes partidos, pretendemos utilizar a internet, inclusive através das mídias sociais, além do rádio e da televisão”, declarou. Quando ao custo previsto para a campanha, ele afirma que o valor declarado ao TRE foi uma estimativa bem acima do que realmente deve ser gasto. “Estamos longe daquilo. Não temos uma estimativa ainda de quanto vamos gastar, depende do que vai acontecer”, observou. 

 Ele explica que essa é a primeira vez que o PRTB lança candidato ao governo do Estado e admite que somente a estratégia do palanque eletrônico pode não ser suficientes para atingir a maioria do eleitorado. “Podemos não chegar a algumas pessoas de lugares mais distantes, mas é isso que nossa perna pode alcançar”, frisou. 

EXPERIÊNCIA 

Trabalhando com o conceito “Certeza do Pará seguir em frente”, a campanha de Simão Jatene deve focar, especialmente, na experiência do governador, que já assumiu diversos cargos públicos, demonstrando ainda a sua capacidade para conduzir um Estado com complexidades como o Para. 

 De acordo com o publicitário Orly Bezerra, coordenador de campanha responsável pelo marketing, está em plano um projeto que conta com várias obras concluídas ou em execução, além das que estão previstas. “Isso só foi possível pelo governo ter, num primeiro momento, organizado o Estado e colocado em execução o plano de desenvolvimento e qualidade de vida da população”, observou. 

Ele ressalta as ações de infraetrutura realizadas na gestão tucana, como os mais de mil quilômetros de estradas com obras concluídas ou em execução, destacando-se, por exemplo, a Alça Viária, a PA-150, que já está com mais da metade pronta, a PA-279, rodovia Perna Sul, rodovia PA-255, entre outras. 

Na área social, devem ganhar destaque as obras no setor de saúde, como os hospitais regionais construídos, além da ampliação ou entrega de novos hospitais, como a Santa Casa, o Jean Bittar, o Galileu e o Hospital de Paragominas. Tem ainda as ações em execução, como o Hospital Abelardo Santos e o de Itaituba.

 Entre as ações a serem ressaltadas está também o Pacto pela Educação, maior projeto na área educacional, com investimentos de R$ 700 milhões, e o cheque moradia, que atendeu mais de 40 mil famílias. “O governo atua nas mais diversas pontas. É um projeto que pensa no desenvolvimento do Estado, ao mesmo tempo em que cuida das pessoas. Então, esse projeto não pode parar, não pode ir para trás”, diz Orly. Ele diz não ter dúvidas de que a comunicação pela internet terá uma importância grande.

 “Estamos voltados para atender essa demanda e colocar nosso candidato nesse meio”, afirma. A campanha deve apresentar o programa de governo de Simão Jatene, mostrar sua experiência e as ações que já foram feitas. Ainda não há uma posição do TRE, mas Orly calcula que eles terão de sete minutos e 30 segundo a oito minutos de tempo de propaganda no rádio e na televisão, já que contam com a maior coligação formada, com a presença de 15 partidos.

 Nas inserções diárias, estima-se que o tempo para a propaganda de Jatene ao longo do dia será de cerca de dois minutos e 15 segundos. Em relação ao valor a ser gasto, Orly Bezerra ressalta os custos com pessoal, com a produtora que fará o programa de rádio e televisão, compra de material de campanha, logística, deslocamento do candidato para as diversas regiões do Estado, entre outros. 

“É preciso ter recursos para bancar isso. Ás vezes, precisa contratar até avião para chegar em alguns lugares. Nós calculamos R$ 18 milhões, mas não significa que vamos chegar lá. Pode ser menor”, enfatiza. 

 COORDENAÇÕES 

De acordo com a assessoria do candidato Helder Barbalho, que respondeu por meio de nota enviada à redação, a estratégia da Coligação “Todos pelo Pará” é estabelecer coordenações microrregionais em todo o Estado, com a presença de candidaturas proporcionais, que a partir do interior do Pará, mantenham a presença da candidatura majoritária em todos os municípios paraenses.

 Ainda de acordo com a nota, a expectativa de gastos é de até R$ 20 milhões, valor já registrado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). José Carlos Lima, candidato ao Governo pelo PV, revela que sua campanha trabalhará com três princípios. O primeiro deles é a verdade. “Nada vai ser dito sem um significado e verdade por trás. Ninguém aguenta mais mentira em campanha”, declarou. 

Outro principio é a simplicidade, já que não deve fazer uma propaganda eleitoral com grandes custos. O terceiro é priorizar a fala direta com a população. “Botar o ser humano na campanha. Esses três itens vão nortear nossa candidatura”, garante. De acordo com ele, a base do programa de governo é o “combate às causas da desigualdade social”, e a luta contra a concentração de renda e a falta de oportunidade e emprego para as pessoas. 

O objetivo do candidato é fazer um trabalho para diminuir o número de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza no Pará e reduzir a violência. Nessa semana, ele esteve na região de Carajás, onde conversou com a população e diversas lideranças comunitárias ou empresariais. “Estou evitando comícios ou ações cenográficas, com uma campanha baseada na simplicidade”.

 O candidato ressalta que praticamente todos os partidos registram no Tribunal um valor estimado de campanha bem acima do que realmente será gasto. José Carlos afirma, ainda, que o custo dele não deve nem chegar a um milhão. “A minha campanha vai dizer o que os outros não dizem”.

 Para o candidato, o Pará não pode continuar focando sua economia apenas em três produtos: madeira, boi e minério. “Tem que olhar a economia local, o produtor de queijo de Monte Alegre, o povo da fruticultura, da agricultura familiar”, avalia. 

 O Liberal-On-line

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