quarta-feira, 12 de junho de 2013

INCOMPETÊNCIA APRENDIDA

Por Prof. Dr. Luiz Machado, Ph. D. • 

 Ao comentar com alguém o seu insucesso em alguma coisa, especialmente sobre reprovação em concurso, você pode estar preparando seu novo fracasso em situação semelhante, em outra tentativa, pois a incompetência também se aprende... Quando se vai mal em alguma coisa por, exemplo, numa prova, o fato tem uma enorme emotização, quer dizer, o fato que, na origem é apenas uma experiência, adquire significações profundas, com fortes emoções, com registros moleculares que geram a memória de longo prazo e, muitas vezes, a pessoa fica “marcada’. São os tais fatos que marcam...

 Normalmente, é muito mais fácil lembrar de coisas ruins que de coisas boas, porque as ruins têm maior emotização. Faça um breve retrospecto de sua vida, uma análise retroativa e verifique os fatos de sua vida que são relembrados com mais facilidade. Faça assim: liste, pelo menos, dez acontecimentos em sua vida, nos últimos anos. Em seguida, verifique quais você pode chamar de “ bons” e quais você pode chamar de” ruins”. Certamente, vai comprovar que os chamados “ruins”, “maus” são lembrados com muito maior facilidade. Isso ocorre porque esses mexem com nossas emoções mais profundamente.

 Ora, quando você não se sai bem numa prova, tirando uma nota baixa, ou mesmo sendo reprovado, principalmente num concurso, o fato mexe com muitas emoções, não só com as suas como também com as das pessoas que lhe querem bem. As emoções que são despertadas mexem com você e a emotização aumenta toda vez que você fala sobre o assunto, enraizando pensamentos negativos, ou quando você conta a uma outra pessoa o que ocorreu de ruim com você.

 O ideal é que nem se pense no assunto desagradável, evitando remoer os pensamentos que envolvem a reprovação. Encare a reprovação como nada mais que uma experiência como outra qualquer. Deixe-a para trás e siga em frente! É preciso retirar do cenário toda carga emocional e partir para outra como se fosse a primeira vez. Quem faz um concurso deve partir com a decisão firme em sua mente de que está fazendo aquela prova pela primeira vez. Toda vez que você tiver vontade de contar como você não passou na prova ou no concurso, contenha-se, domine sua vontade de contar e aplique a Lei das Três Peneiras.

 A primeira peneira é a da VERDADE, a segunda é a da BONDADE e a terceira é a do NECESSÁRIO. Quando sentir vontade de contar alguma coisa a alguém, veja se o que deseja contar passa pela peneira da verdade. Você tem certeza de que o que você quer contar é verdadeiro ou você apenas ouviu dizer e não pode atestar sua veracidade. Se conseguir passar pela primeira peneira, vá para a segunda e verifique se o que você pretende contar traz alguma coisa de bom. Se não traz, esqueça! 

Se passar pela segunda peneira, vá para a peneira do necessário. Aquilo que você pretende contar é realmente necessário ou você está querendo contar por qualquer outra razão? Se não passar pela primeira peneira, logo abandone a ideia de contar o que pretendia. Nossa mente é formada por nossas experiências que despertaram emoções e provocaram registros moleculares, com os quadros mentais emotizados de experiências reais ou apenas vividamente imaginadas, e nossa atitude perante a ida depende de nossa mente. 

Pense bem sobre isto: como nossa mente é formada. Como o cérebro não distingue entre uma experiência real e outra vividamente imaginada com forte emotização, podemos formar nossa mente com experiências positivas. Outro problema muito sério em relação a concursos é quando a pessoa não tem permissão de ser aprovada e ocupar um cargo. 

Isto significa que a pessoa criou em sua mente a ideia de que se outros entes queridos não tiveram as coisas que você pretende ter, com o novo emprego, então você não pode tê-las e, consequentemente, não se dá permissão para tê-las, boicotando-se inconscientemente, não passando no concurso. Mas você tem permissão sim de ter as coisas que souber querer, sem qualquer sentimento de culpa.

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