domingo, 19 de maio de 2013

Estupros lideram abuso contra crianças no Pará

Estupros lideram abuso contra crianças no Pará SEXO Em 2012 foram 1.409 casos, a maioria deles cometidos em casa A Polícia Civil do Pará informou ontem ao G1 que a maioria dos crimes sexuais contra crianças e adolescentes são estupros: entre 2004 e 2012 foram 7.704 casos - número elevado, se for levado em conta que a maioria sequer é denunciada. 

No ano passado, 1.409 crianças e adolescentes foram vítimas de abuso sexual no Pará, que registrou sete casos de tráfico humano para exploração sexual no mesmo período, segundo as delegacias especializadas no Atendimento em Crianças e Adolescentes (Deacas), do Propaz integrado e da Divisão de Atendendimento a Vulneráveis (DAV) da Polícia Civil. 

A delegada Simone Edoron, diretora da DAV, garante: na maior parte dos casos, quem abusa das crianças e adolescentes tem algum grau de intimidade com as vítimas.  Quais as principais ocorrências de violência contra crianças e adolescentes no estado?  Simone Edoron - É o abuso sexual. A violência sexual tem várias tipologias, é o abuso sexual, a exposição, a exploração... mas o abuso sexual, principalmente com a característica intrafamiliar, representa a maior quantidade dos nossos atendimentos.  Quem abusa de crianças e adolescentes costuma estar próximo das vítimas?  Quem abusa está dentro de casa. A violência sexual não está mais na rua. Não existe mais aquela situação do "Jack Estripador", que ataca sorrateiramente a donzela que passa na rua. Claro que existe violência sexual em vias públicas, mas a incidência contra crianças e adolescentes é intrafamiliar na figura do pai, do padrasto, do avô, do tio, de uma pessoa que tem uma relação de convivência íntima e pessoal com a família e com a criança.  

Se a violência ocorre principalmente em casa, como a polícia faz o enfrentamento, já que é impossível termos policiais dentro das residências?  As delegacias especializadas tem muito a característica de serem uma polícia que faz a prevenção. Não tem como hoje você reprimir a violência sexual contra crianças e adolescentes sem educação, informação, zelo, cuidado e denúncia.

 Hoje a gente percebe que as pessoas têm que fazer seu papel: pais, mães, família e comunidades têm que denunciar se perceberem uma alteração de comportamento na criança, uma sexualidade exacerbada. A denúncia pode ser feita pessoalmente, ou através dos canais de denúncia anônima como o 181 da Polícia Civil e o "Disque 100" da Secretaria de Direitos Humanos.

 O Liberal Digital.

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