quarta-feira, 13 de março de 2013

Manifestação diz NÃO as barragens no Tapajós, e ocupa Tribuna da Câmara

Isac Dias teve seu discurso interrrompido pelo MAB
Como parte das atividades do Seminário, os participantes fizeram uma intervenção na seção ordinária da Câmara Municipal de Itaituba com o objetivo de divulgar o debate realizado. Depois de muita pressão contra a mesa diretora que queria dificultar o acesso dos manifestantes a tribuna, os militantes utilizaram o tempo conquistado para denunciar a violação de direitos por parte das empresas que querem fazer as barragens, falar em defesa das comunidades tradicionais e dos povos indígenas e reafirmar que é preciso exercer o direito de dizer NÃO às barragens e lutar por outro modelo de desenvolvimento sem hidrelétricas. 
Mab ocupou plenária e conseguiu seu objetivo

 O MABI interrompeu o discurso do vereador Isaac Dias, que não conseguiu concluí-lo já que estava no momento fazendo critica a gestão do ex prefeito Valmir Clímaco. No impasse toda vez que um vereador falava os manifestantes gritavam palavras de ordem. O presidente da Câmara tentou contornar, propôs que fosse usada a tribuna pelo MAB na sessão seguinte, mas não agüentando a pressão consultou os líderes de partidos que concordaram em ceder seus tempos a que teriam direito.

Manifestantes interromperam sessão exigindo a palavra na Tribuna
 Três vereadores abriam mão e o Movimento pelos atingidos pelas barragens ganhou trinta minutos, que foram divididos entre as lideranças presentes. Entre os muitos que falaram na tribuna esteve Juarez Saw, cacique da Aldeia Sawre Muy Bu, que falou em nome do povo Munduruku afirmando que “do alto ao baixo Tapajós seu povo diz não a construção de barragens e que estão dispostos a entrar em guerra para defender nosso território”. Para ele é preciso também fortalecer a parceria com outras entidades “para a resistência ficar mais forte”. 
Odair- "Somos contra a construção das Hidreelétricas"

 Para Cleidiane Santos, da direção nacional MAB, este foi um importante momento de mobilização e luta contra estes grandes projetos na região. “Queremos reunir a população do campo e da cidade em toda a região para fazer a resistência e construir coletivamente uma alternativa a este desenvolvimento que vem com muitas promessas e no final deixa apenas um rastro de destruição e de riqueza para poucos. Hoje foi apenas mais um passo na luta do povo que crescerá a cada dia”, afirmou.

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