sexta-feira, 8 de março de 2013

Combate à aftosa será feito por áreas

Combate à aftosa será feito por áreas

  GADO BOVINO

 Adepará dividiu o Estado em três grupos segundo o nível da doença O território paraense está oficialmente dividido sob o viés epidemiológico para o combate à febre aftosa no Estado. Os 144 municípios foram reajustados em três grupos, de acordo com a stuação da doença em cada área. Ainda em trâmite para alcançar a certificação como livre da aftosa em todo o Estado - hoje apenas o sul e o sudeste do Pará estão nesse grupo -,

 a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) publicou uma portaria, no final de fevereiro, para regulamentar o trânsito dos animais dentro do Estado e, também, anunciando o calendário de vacinação no território. No próximo dia 26, a agência participa de reunião no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) onde vai expor os relatórios soroepidemiológicos necessários para que todo o Pará seja considerado livre da aftosa.

 Caso consiga, apenas no ano que vem poderá pleitear a certificação internacional. A portaria 409/2013, elaborada pela Adepará, está embasada em diretrizes federais, como o Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa, do Mapa. O documento paraense busca direcionar a atuação estatal considerando três fatores: extensão geográfica do Estado, avaliação do trânsito de animais suscetíveis à febre aftosa e, também, o estágio diferenciado de erradicação da doença em distintas regiões. 

O Estado ficou dividido em três: área um, que engloba sul, sudeste e sudoeste paraenses; área dois, onde está o nordeste do Estado; e área três, com municípios das regiões do Marajó e Baixo Amazonas. Essas regiões passaram por diversos status com relação à aftosa, como o "risco desconhecido", "alto risco" e "risco moderado". "Atualmente, a região um é livre nacionalmente da febre aftosa.

 As outras duas têm risco moderado", declarou o diretor da Adepará, Mário Moreira. Para dar a todo o Estado o título "livre da doença", a Adepará solicitou três auditorias do Mapa para garantir credenciais para pleitear a condição sanitária. 

Após as inspeções, o inquérito soroepidemiológico foi feito com 13 mil amostras de sangue, vindas de 300 unidades rurais. No primeiro exame, conta o diretor da Adepará, foram detectados 43 casos com reagentes da doença. Por existir a possibilidade de serem apenas reações à vacina, foram refeitos os exames nas 43 amostras, até que não se restassem dúvidas. "Demonstramos que não temos mais circulação dos vírus da aftosa no Pará", completou o diretor da Adepará. 

Fonte-Liberal Digital

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