sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

“FAMILIA DO AGRICULTOR” TORTURADO” VAI MOVER AÇÃO JUDICIAL CONTRA ESTADO.

Ainda jovem, Francisco hoje sofre com perda total da visão por causa da da brutalidade dos PMS.
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Em 16 fevereiro de 2007, quando se preparava para fazer a travessia do Rio Tapajós e chegar a sua casa em Itaituba, mal sabia que o roteiro de  jornada de sua vida  iria sofrer uma drástica mudança, causada porque quem na prática é pago para dar segurança ao cidadão. 

Os PMS Deuzimar Teodoro e Ronilson Silva num ato de pura covardia, de forma impiedosa submeteram o agricultor Francisco de Assis Cativo Guedes, conhecido por Pântico, a uma sessão de tortura, que 6 anos depois deixaram seqüelas irreparáveis, entre elas a mais grave que foi a perda da visão da vítima que vive hoje vive enclausurado em um quarto, morando com seus pais que foram incansáveis no apoio ao filho.

 Nesse período Francisco precisou submeter-se a 9 cirurgias, algumas delas em São Paulo Após esse triste episodio, teve início a via crucis dos seus pais, que passaram a peregrinar em gabinetes de juízes e de políticos em busca de justiça, pedindo punição exemplar aos PMS carrascos. Mas o que para muitos parecia mais um caso jogado no ralo da impunidade redundou na expulsão dos dois policiais que em decisão acertada do juiz Dr. Antônio José dos Santos da 3ª Vara de Itaituba, que em 2010 condenou os PMS a cinco anos de prisão em regime fechado e a perda da função pública. 

Mas embora satisfeita com a decisão judicial, à família do agricultor entende que ainda é pouco diante do”inferno astral” a que ele foi submetido naquela noite fatídica de fevereiro, quando a sessão de tortura e espancamento deixou Francisco cego e com saúde debilitada. 

 A família vai mover uma ação judicial exigindo indenização por perdas e danos morais contra o estado.  A mãe de Francisco, Graciele Cativo Guedes embora se sinta aliviada com a sentença que penalizou os dois PMS, entende que ainda é muito pouco, daí a decisão de entrar na justiça contra o estado mesmo sabendo que será uma árdua luta  não pretende abrir mão do que considera como direito, por tudo que Francisco ainda vem sofrendo após o episódio.

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