quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Bolsa tira 142 mil da miséria

NO PARÁ 
Complementação do Bolsa Família atinge 56% dos que vivem em extrema pobreza A extensão da complementação de renda do Bolsa Família, anunciado na terça-feira, 19, pela presidenta Dilma Rousseff, deverá alcançar 142.503 pessoas do Pará que ainda permanecem em situação de extrema pobreza. O número corresponde a 56,6% de toda a população encontrada nessa situação na região Norte (251.546 pessoas).

Os dados são do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, divulgados ontem, com exclusividade, a O Liberal. Em todo o País, segundo o anúncio feito na terça-feira pela presidenta Dilma Rousseff, pretende-se tirar da miséria, do ponto de vista da renda, 2,5 milhões de beneficiários do programa, com a expansão do Plano Brasil Sem Miséria. "O marco que comemoramos hoje não seu deu por mágica, mas por 10 anos de muito trabalho. Nesse período, construímos a tecnologia social mais avançada do mundo, o Cadastro Único e o Bolsa Família", afirmou a presidenta.

 Com a medida, não existirá mais, no Bolsa Família, nenhuma família com renda mensal inferior a R$ 70 por pessoa. Este é o valor adotado como referência e representa o primeiro passo para que essas famílias possam superar a extrema pobreza, que envolve outras variáveis além da renda. O pagamento inicia em março. Segundo a ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, o benefício complementar é um primeiro passo para a superação da miséria.

 "É só um começo, não vamos nos limitar à miséria monetária. Estão em curso ações estruturantes que ampliam oportunidades para o público do Brasil Sem Miséria. Está em curso a verdadeira reforma: colocar o Estado a serviço de quem mais precisa", destacou Tereza Campello. Aliado à garantia de renda, o plano também promove ações de inclusão produtiva - como qualificação profissional, assistência técnica e extensão rural e fomento à produção - e de acesso a bens e serviços públicos, em especial nas áreas de saúde, educação, habitação, acesso à água e à energia elétrica.

 O vice-governador do Pará, Helenilson Pontes, elogiou a iniciativa do governo e disse que a ampliação do programa terá no Governo do Pará um grande parceiro. "A pobreza não tem partido nem cor ideológica e o combate a ela sempre foi prioridade no atual governo, desde o seu primeiro dia, por isso o programa e sua ampliação terão nosso maior apoio", disse Helenilson. 

 O Liberal Digital.

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