quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

ALMIR GABRIEL ESTRUTUROU O PARÁ EM 8 ANOS

Em 8 anos, Almir reestruturou o Estado

 Infraestrutura Crescimento do Pará foi influenciado por obras como a Alça Viária e o Tramoeste O legado do ex-governador Almir Gabriel foi um dos pontos mais lembrados por amigos, familiares e políticos do Estado, durante todo o dia de ontem. Nas homenagens prestadas, obras estruturantes foram consideradas como os principais feitos realizados pelo político. Dentre elas, o novo Aeroporto Internacional de Belém; a revitalização da Orla do Maçarico, em Salinópolis; a conclusão do Estádio Olímpico do Pará, além da criação do complexo Feliz Lusitânia, do Parque da Residência e do Planetário do Pará. 

O destaque, porém, ficou com três obras principais: a Estação das Docas, o Tramoeste e a Alça Viária. O complexo de pontes e estradas que cruzam a região do Baixo Tocantins pode ser considerada a maior obra de infraestrutura realizada pelo ex-governador Almir Gabriel. A ideia era criar uma interligação física entre a Região Metropolitana de Belém (RMB) e o porto de Vila do Conde, em Barcarena, além de integrar a malha rodoviária estadual através da rodovia PA-150, concretizou a comunicação entre as diversas regiões do Estado. 

Com um custo total de R$ 256 milhões, foram construídos cerca de 155,8 quilômetros de estradas e 4.508,8 metros em pontes de concreto sobre os rios Guamá, Acará e Moju. A Alça Viária foi inaugurada em setembro de 2002, em uma cerimônia que teve a presença do presidente da República à época, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), e do ministro da Integração Nacional, José Luciano Barbosa. 

A presença de autoridades federais era justificada pelos investimentos feitos à época, com recursos do Estado e da União. Durante a inauguração, mais de 10 mil pessoas assistiram à caminhada dos políticos, que percorreram a ponte sobre o rio Guamá. Logo após o cerimonial, que terminou no final da tarde, o tráfego foi liberado no trecho. 

 Durante seu discurso, o presidente FHC teceu elogios ao governador pelo esforço pela construção de "um Brasil novo" e comparou Almir a Juscelino Kubitschek (1956-1961), o construtor da Belém-Brasília, para mostrar a importância da Alça Viária. "Hoje, o Norte está mais integrado ao Brasil, e foi Juscelino Kubitschek quem viu primeiro tudo isso; talvez tenha sido ele quem mais tenha sonhado com a rodovia Belém-Brasília." O anel viário começa na rodovia BR-316, no município de Marituba, na RMB, e termina no município de Barcarena.

 Das quatro pontes, a maior é a que atravessa o rio Guamá, no Km 14, com quase 2 mil metros. Sobre o rio Acará, no Km 44, são 796 metros de estrutura metálica e concreto. As duas pontes sobre o rio Moju têm 868 metros de extensão. TURISMO Os galpões da Companhia Docas do Pará (CDP) se transformaram em uma referência cultural de Belém e do Pará, bem às margens da baía do Guajará, em Belém. 

No ano de 2000, o então governador Almir Gabriel inaugurou a Estação das Docas, um espaço cujo objetivo era refletir a cultura amazônica em uma vitrine para o turismo no Estado. Nos 500 metros de orla revitalizada, há espaço para gastronomia, moda, dança e ritmos paraenses, no que era o antigo porto fluvial de Belém. Os 32 mil metros quadrados, divididos em três armazéns e um terminal de passageiros, são até hoje local de visitação obrigatório para qualquer turista que chegar à capital paraense. 

 Com os armazéns Boulevard das Artes, Boulevard da Gastronomia e Boulevard das Feiras e Exposições, a Estação das Docas consolidou sua posição como referência nacional. O complexo possui, ainda, o teatro Maria Silvia Nunes e o anfiteatro Forte de São Pedro Nolasco. Tudo feito a partir de um rigoroso trabalho de restauração dos três galpões de ferro inglês, marcas das relações econômicas e estilos arquitetônicos da segunda metade do século XIX, quando Belém se preparava para entrar em um dos períodos de maior vigor econômico e cultural: a Belle Époque. Hoje, as ruínas do forte de São Pedro Nolasco, que deu lugar ao anfiteatro, e os guindastes externos, fabricados nos Estados Unidos no início do século XX, são registros da história paraense. Estruturas físicas que complementam a cultura, principalmente pelos grupos locais, que vão do carimbó ao rock e à MPB; do sorvete de bacuri ao tacacá, na vitrine da gastronomia amazônica; e das tendências da moda paraense produzida a partir do que há no Pará.

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