sábado, 5 de janeiro de 2013

PONTO DE VISTA

o autor deste artigo é Jornalista, escritor e professor.

Para realçar uma verdade com um único exemplo, o tema desse nosso ponto de vista é a tragédia não grega, mas   política de Aveiro. Ela  ilustra a lerdeza, a vergonha e a falta de aplicabilidade de leis neste pais e no nosso estado com o cenário político administrativo deixado pelo ex prefeito Ranilson do Prado(PR) ao atual prefeito eleito Olinaldo Barbosa(Fuzica) demonstrando assim que não tem medo da justiça, talvez confiando na impunidade de não ter que ressarcir os cofres públicos.

 No limiar do novo ano, com a acachapante e bem merecida derrota nas urnas o ex prefeito resolveu se vingar deixando o município a mercê de sua própria sorte, abandonando praticamente todas as secretarias, deixando Aveiro em estado de acefalia total com postos médicos sem medicamentos, carros em pane, computadores danificados etc... 

Nas secretarias computadores danificados e desativados, salários atrasados três meses) sumiço de documentos essenciais, extraviou o HD dos computadores do DRH, da secretaria de administração que é e a espinha dorsal da máquina pública.

 Para se resguardar da ação dantesca de verdadeiro vandalismo de quem travestido de homem público agiu como verdadeiro delinqüente do patrimônio do povo o prefeito contratou uma equipe técnica especializada de uma empresa para fazer uma auditoria independente para que possa ter um norte sobre o que realmente foi deixado pelo ex prefeito e que ação  precisará tomar sob suas rédeas assim como também acionar na justiça o ex prefeito para que pague pela barbárie praticada.

 Funcionários fantasmas, folha salarial inchada, obras inacabadas, bens desaparecidos deram a tônica das dificuldades que terá neste inicio de governo o prefeito Olinaldo Barbosa  para fazer a máquina pública deslanchar. Fuzica como é mais conhecido assume Aveiro na mesma condição de alguém que recebeu um carro sem motor, e sem combustível. 

Mas demonstrando seu compromisso com a população que lhe concedeu nas urnas dia 7 de Outubro expressiva votação, o prefeito com sua recém equipe de trabalho formada dos secretários, diretores e demais funcionários em todos os escalões arregaçou as mangas e está trabalhando, com extremo sacrifício e com limitações mas está buscando uma solução plausível, imediata  para esse estado de caos implantado pelo ex prefeito que abandonou a prefeitura nos últimos dias do seu desgoverno.

 O que muitos cidadãos indignados protestam é o fato da justiça não ser mais rígida, mais dura com esses tipos de prefeitos que quando são derrotados nas urnas sucateiam as prefeituras. 

Para muitos, esses demolidores, usurpadores de patrimônios públicos deveriam ser presos, algemados e enviado a cadeia como criminoso comum, além de terem seus patrimônios bloqueados de imediato como maneira de pagar o que foi roubado já que o ato que cometem além de hediondo é criminoso porque causa seqüelas sociais incomensuráveis a população, principalmente a mais carente que necessita dos serviços da máquina publica, entregue aos que assumem inviabilizadas.

 Em todo o Brasil a mídia mostrou cenários semelhantes ao de Aveiro, mas acreditamos que em Aveiro se tratou de um caso atípico, assustador, principalmente em se tratando de um município pequeno que hoje sobrevive praticamente de FPM. 

Mas pelo menos esse episódio dramático para a população local serviu de reflexão para que daqui pra frente valorizem e analisem com maior cuidado sobre a quem irão depositar seus votos nas urnas. 

Nos últimos anos Aveiro vivenciou cenários de guerras que deixaram o campo do debate vazio, tendo como protagonistas prefeitos que foram eleitos lá, mas que eram oriundos de Itaituba como é o caso do ex prefeito Ranilson do Prado, um aventureiro farsante que posando de bom mocinho, com seu canto de sereia seduziu milhares de pessoas em Aveiro que hoje pagam caro pelo erro. 

Mas hoje além de persona non grata, Aveiro entendeu de forma melancolica que a presença nefasta do galã de pastelão mexicano na verdade veio a tona como um verdadeiro presente de grego, um cavalo de Tróia que voltou de onde nunca deveria ter saido, para o  anominato e a insignificãncia de quem já desceu ao limbo do ostracismo político.

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