sábado, 19 de janeiro de 2013

Governo vai destinar R$ 13 mi contra cheias

PLANO

 Medida prevê reconstrução de municípios devastados Pará é um dos estados da região amazônica mais afetados pelas fortes chuvas do chamado inverno amazônico, que atinge a região principalmente entre os meses de dezembro e junho. Para garantir suporte aos municípios atingidos por enchentes, alagamentos e enxurradas, a Defesa Civil do Estado do Pará realizou reunião com órgãos da esfera federal, estadual e municipal, para debater as ações do Plano de Contingência 2013, que será adotado em situações de desastres naturais. 

Segundo o plano, apresentado na quinta-feira, 17, no Comando Geral do Corpo de Bombeiros, o governo do Estado deve destinar mais de R$ 13 milhões para ações de prevenção, preparação, resposta e reconstrução de municípios, caso se concretizem danos impactantes. As informações são da Agência Pará. Segundo o coordenador adjunto da Defesa Civil Estadual, coronel José Almeida, o plano contempla, neste primeiro momento, a fase de preparação.

 "Neste momento estamos capacitando os agentes de defesa civil, principalmente na esfera municipal. Esta ação antecede a resposta, que seriam as ações de socorro propriamente ditas, em caso de desastres" explica. O plano prevê, ainda, o armazenamento de kits humanitários com alimentos e medicamentos, construção de abrigos e aquisição de equipamentos utilizados pelos municípios do interior em caso de chuvas acima da média ou cheia dos rios. Durante a apresentação, o coronel Almeida destacou as principais ações do Plano de Contingência 2013, que são o Sistema Regional de Manejo de Incidentes – criado no ano passado, quando o plano foi adotado pela primeira vez no Estado – e a definição de grupos de trabalho. O sistema permite a interação direta entre as seis regionais da Defesa Civil. 

 Já os grupos de trabalho são três: grupo de monitoramento do clima e do nível dos rios, o que ajudará a prevenir as cidades contra os desastres; grupo de resposta, encarregado de agir diretamente junto à população, por meio dos atendimentos de urgência e emergência durante um desastre e o grupo de reconstrução, que é responsável pela reabilitação das cidades afetadas. 

Coronel Almeida ressalta que o plano foi desenvolvido com base nos anos anteriores quando, em média, 34 mil famílias, em 30 cidades do Pará, foram afetadas pelas chuvas e pelo aumento do nível dos rios nesse período do ano. Em 2012, 23 municípios foram castigados por fortes chuvas, porém, segundo o coronel, nenhuma cidade ficou em situação de emergência. "Nós estimamos um orçamento de R$ 9 milhões para as ações do plano, porém nosso custeio foi de apenas R$ 4 milhões", disse.

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