quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

ITAITUBA E SUA HISTÓRIA- ESPECIAL 155 ANOS

Aqui havia muito pompa e luxo,um paláci do século   passado hoje em ruinas para ser transformado em Museu
Final de tarde no nosso majestoso  Rio Tapajós
Padre rezando pela alma de Cazuza,valoroso soldado do Brigadeiro haroldo Veloso,na época da revoulução de Jacareacanga
Silvio Macedo, Zé Arará(miliomário na época) e cantora Diana
Abertura da Tranzamazõnica, com presença do então ministro Mário Andreaza,do governo militar de Médici
Carro da moda, nos tempos de vacas gorda dos garimpos...
Rio Tapajós e ao fundo Igreja matriz de Santana-década de 60
Rua de Itaituba ´decdas de 50/60
Monumento ao Cel Joaquim Caetano Correa-Fundador de Itaituba.
O Município de Itaituba até 1993 foi considerado o mais extenso do Brasil (e talvez) do mundo), com uma área territorial de 165.578 km2. Com sua divisão territorial com desmembramento de Jacareacanga, Novo Progresso e Trairão lhe restaram apenas os atuais 62.565 Km2, mesmo assim ainda sendo grande ficando entre os dez maiores municípios paraenses.

Itaituba é banhada em 95% pelo Rio Tapajós e 5% pela bacia do rio Amana. Itaituba ganhou esse nome de origem Indígena pelos Índios Mundurucus que sempre foram predominantes na região. Itaituba foi batizada em meio a uma Assembléia Geral onde os graduados (caciques) das tribos com base em parâmetros próprios relacionados à natureza (rios, serras, cachoeiras e outros acidentes geográficos), nominaram assim nossa cidade.

ITAITUBA- Em Tupi-Guarani significa- ITA- Pedra- I- Pequena e Tuba- Abundância, com a tradução literal de Pedras pequenas em abundância, numa alusão a existência de pedras pequenas (pequenas) conhecidas por seixos que haviam espalhadas em toda a extensão do Rio Tapajós e que acabou sugestionando aos indígenas a escolha em Assembléia para que nossa cidade ficasse sendo chamada de Itaituba.
Aeroporto de maior movimentação  no mundo,no auge do ouro

O Nome de Itaituba tem fortes vínculos com os Portugueses que a titulo de defenderem nosso rio Tapajós dos estrangeiros aqui se instalaram em suas conquistas, através de várias expedições organizadas para essa finalidade. Dentre elas uma liderada por Francisco Castelo Branco (fundador de Belém em 1616), que a partir dessa grande fortificação Portuguesa deslocava as para o interior do Pará e do Amazonas.

Mas especificamente a expedição mais importante, a atingir o Rio Tapajós, foi a comandada pelo Capitão Pedro Teixeira em 1626. Ao percorrer o imenso rio Pedro Teixeira manteve primeiro contato amistoso com os nativos da região, no local conhecido como Alter do Chão. Após essa primeira viagem de reconhecimento, em 1639 Pedro Teixeira retornou em nova expedição, explorando com maior profundidade o trecho navegável do Tapajós.

Após os Portugueses chegaram os Jesuítas, que fundaram vários aldeamentos. A construção de um forte na foz do rio Tapajós foi iniciada por Francisco Costa Falcão. Os aldeamentos se notabilizaram não só pelo progresso como também grande centros produtores.Historicamente o primeiro registro da busca de ouro deu-se com dois aventureiros ,Leonardo de Oliveira e João de Souza Azevedo,que em busca de riqueza navegaram grande extensão do Tapajós partindo do Planalto Central.

AFASTAMENTO DOS JESUITAS NO GOVERNO GENERAL FRANSCISCO DE MENDONÇA FURTADO-Em 1754, já na administração do general Francisco Aguiar de Mendonça Furtado, foi iniciado processo de afastamento dos Jesuítas da direção das aldeias fundadas por eles. Nessa época foi fundada a Vila de Santarém. Em 1757 Boari e Arapiuns foram elevadas a categorias e Vilas com os nomes de Alter do Chão e Vila Franca respectivamente.
Já no ano de 1758, as localidades de São Inácio e São José foram batizadas como Boim e Pinhel.

Com essas alterações a região foi ganhando consistência política=-administrativa e no governo de Mendonça Furtado todo o vale do Tapajós ficou sob domínio da Província (equivalente a estado hoje) do Grão Pará. Mas nos anais da história dentre os documentos mais pesquisados, neles o nome Itaituba já era citado.

As fontes documentais registros (com data de 1812) retrata a viagem empreendida por Miguel de Castro, de Cachoeira cima até o Mato Grosso e Itaituba já se destacava como centro de exploração e comércio de especiarias do Rio Tapajós. Esse mesmo registro destaca que em Itaituba viviam os índios “Undurucus” ou Mundurucus, que os padres Jesuítas catequizaram em 1939.

Em 1835 o Tenente Coronel Joaquim Caetano Corrêa comandou um destacamento de voluntários aonde se instalou na margem esquerda do rio Tapajós, fundando a localidade conhecida como Brasília legal. Em 1836, um ano depois, outro destacamento menor, foi enviado para Itaituba, também sob o comando de Caetano Corrêa que historicamente, é considerado o fundador da cidade.
Até 1853, Itaituba dependia da Freguesia de Pinhel, passando depois a dependência de Boim. Em 1854, com a Lei nº 266, de 16 de Outubro, Brasília legal foi elevada a categoria de Vila, indo seus domínios, pelo rio Tapajós até os limites das Terras do Grão Pará (hoje limite Pará - Mato Grosso) Mas como Brasília Legal não correspondeu às expectativas, sob a lei nº 290, de 15 de Dezembro de 1856, sua sede foi transferida para Itaituba, quando oficialmente sua instalação ocorreu no dia 3 de Novembro de 1857.

Com isso Itaituba precisava ter sua Câmara de vereadores, e para isso a Câmara Municipal de Vila Franca comunicou ao presidente da província, que todos os trabalhos já tinham sido preparados para a eleição da Câmara, o que veio a ocorrer em 28 de julho do mesmo ano, e com a eleição feita o vereador mais votado, em Vila Franca (município hoje extinto) ocorreu o desmembramento oficial de Itaituba.

Itaituba teve papel relevante no processo da República, já que após a mesma ter sido proclamada pelo Marechal Deodoro da Fonseca, Joaquim Caetano tentou deliberar, como não conseguiu estrategicamente se uniu ao vereador Manoel Pedro Ferreira Campos e os dois através de ofício datado de 6 de Dezembro de 1899, comunicaram a adesão do Município e Itaituba e também da Câmara ao novo regime instalado no pais.

ITAITUBA É DESTAQUE EM LONDRES- 
Em 1914, na condição de primeira cidade brasileira, Itaituba participou de uma exposição em Londres quando pode mostrar suas riquezas naturais e potencialidades do seu solo. O Decreto Estadual de 4 de Novembro de 1930, manteve o “status”de Itaituba, mas um outro Decreto de nº 78, de 27 de Dezembro de 1930,colocou seu território sob administração direta do estado.

Sua autonomia só foi recuperada em 31 de Dezembro de 1935, pela lei Estadual nº 8. A Comarca foi criada duas vezes e em ambas restauradas (1890), sendo que a ultima restauração aconteceu em 25 de 1954, em cumprimen5ro a Lei nº 761, de 8 de março do mesmo ano. Nessa época Itaituba era formada apenas por dois distritos, Itaituba e Brasília legal.Mas em 1961, Itaituba perdeu parte do seu território incluindo Brasília Legal, para Aveiro, sendo que em 1993 viveu outra etapa de desmembramento perdendo Trairão, Novo Progresso e Jacareacanga que viraram municípios.

Em seu desenvolvimento Municipal, a cidade de Itaituba começou como todos os povoados típicos da Amazônia, na forma de aglomerado na margem do Rio Tapajós sendo popularamete conhecido como beiradão. Esse tipo de ocupação não acontecia por acaso ou só por princípios culturais, mas principalmente m função de que o Rio na época era o único meio de acesso a região, além de que oferecias alimento e água farta, de boa qualidade, em condições excelentes (não tinha sofrido ainda impactos ambientais dos garimpos). 

Ofertando ainda boas condições para a agricultura com plantio de mandioca para a fabricação de farinha e outros derivados regionais. O rio tapajós como ícone de uma referência histórica de conquista também representou uma bandeira de ocupação e defesa de um território.

Assim o rio virou um grande entreposto comercial onde os comerciantes exerciam papel destacado no comércio da borracha, financiado e repassado a produção desse produto vegetal de grande significado em seu papel histórico não só da região do tapajós, mas também da Amazônia como um todo.

Infelizmente muito pouco restou em registros documentais ou de vestígios dessa época. No pós época da borracha a cidade vivenciou um grave período de retrocesso econômico/social só interrompido com a descoberta das ocorrências de ouro no rio das Tropas, mais precisamente em 1958, o que acabou gerando uma corrente migratória desenfreada, resultando num inchaço populacional, que transformou Itaituba como de maio índice demográfico do Pará, redundando numa grande miscigenação racial jamais vista no Brasil, já que nordestinos, e pessoas vindo do sul centro oeste e sudeste do Pais se deslocaram para nossa região com o sonho de enricar facilmente cm a descoberta de um Novo Eldorado do Ouro.

Essa atividade embora tenha gerado muitas toneladas de ouro deixou, mas seqüelas do que benefícios sociais pra cidade. E em conseqüência do “inchaço populacional” no início da década de 90 começou a ser refreada quando o Plano Collor atingiu dramaticamente a atividade garimpeira, provocando fechamento de garimpos e a falências de antes prósperos investidores

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